MPRS disponibiliza cartilha com orientações para identificar, prevenir e enfrentar casos de bullying e cyberbullying

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) disponibilizou, nesta sexta-feira, 19 de junho, a cartilha “Bullying & Cyberbullying”, com orientações para a prevenção, identificação e enfrentamento dessas práticas, especialmente no ambiente escolar e digital. O material foi produzido pelo Centro de Apoio Operacional da Educação, Infância e Juventude do MPRS (CAOEIJ).

Para a coordenadora do CAOEIJ, Cristiane Corrales, a cartilha representa um instrumento estratégico de orientação e conscientização. “O material busca fortalecer a atuação de famílias, escolas e de toda a comunidade na prevenção dessas práticas e na adoção de medidas adequadas diante de situações de bullying e cyberbullying, contribuindo para a construção de ambientes mais seguros, acolhedores e respeitosos para crianças e adolescentes”, destaca.

A publicação explica o que caracteriza o bullying: toda forma de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, praticada por indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas, em contexto de desequilíbrio de poder, com o objetivo de intimidar, constranger, humilhar ou agredir. Também aborda o cyberbullying, praticado em ambientes digitais, com maior alcance, rápida disseminação e dificuldade de controle.

Além de apontar causas e formas de manifestação, a cartilha alerta para consequências que podem ser psicológicas (baixa autoestima, ansiedade), físicas (dores de cabeça, insônia), sociais (isolamento, dificuldades de fazer amizades) e acadêmicas (queda no rendimento e evasão escolar), com impactos duradouros na vida de crianças e adolescentes. O material também ressalta que essas condutas podem configurar crime ou ato infracional, conforme a idade do autor.

A cartilha traz orientações práticas sobre como prevenir e agir com relação ao tema. Antes do problema, destaca a importância de fortalecer valores como empatia, respeito e diálogo. Após a ocorrência, orienta a interromper a agressão, acolher a vítima e acionar responsáveis e a rede de proteção.

O material reforça o papel essencial da família, como espaço de formação e atenção a possíveis mudanças de comportamento, e da escola, como ambiente estratégico para promover convivência respeitosa e mediar conflitos.

Entre os recursos apresentados, está o “termômetro do bullying”, que auxilia na identificação de comportamentos abusivos, além de orientações sobre onde buscar ajuda. A cartilha também enfatiza que o enfrentamento dessas práticas depende da atuação conjunta da sociedade e do poder público, com foco na promoção de uma cultura de paz.

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