Apesar de, no início e meio da safra, as projeções da Emater e do Ministério da Agricultura apontarem para super safras no Rio Grande do Sul, a “indústria a céu aberto” só pode ser celebrada após o produto estar nos armazéns ou ser comercializado. Qualquer intempérie no momento errado pode frustrar completamente as expectativas.
É o que tem ocorrido, ano após ano, com a agropecuária gaúcha, que sofre com estiagens, enchentes ou ainda a queda nos preços dos produtos no momento da comercialização.
Em 2025, esse fator foi determinante para que a economia do estado apresentasse um crescimento muito mais tímido em comparação ao PIB nacional. A estiagem que afetou as culturas de verão resultou em uma queda de 6,9% no faturamento da safra, diminuindo o crescimento geral da economia gaúcha para 1,7%.
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Em contraste, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, impulsionado mais uma vez por uma elevação significativa no setor agropecuário, que atingiu 11,7%. Este setor foi responsável por 32,8% do PIB do país.