Tecnologia acelera recuperação de florestas no RS após enchentes

Projeto Reflora, que vai implantar 6 mil mudas de 30 espécies nativas dos biomas Mata Atlântica e Pampa, permite reduzir o tempo de regeneração florestal de 20 a 30 anos para cinco a oito anos.

O governo do Rio Grande do Sul realizou, na segunda-feira (4), uma visita técnica ao Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), em Santa Maria, para acompanhar a produção de mudas destinadas à recuperação de áreas afetadas pelas enchentes de 2024. O processo utiliza tecnologia que reduz o tempo de regeneração florestal de até 30 anos para cerca de cinco a oito anos.

A iniciativa integra o Plano Rio Grande, voltado à reconstrução e à resiliência do Estado, e inclui o Projeto Reflora, coordenado pela Secretaria da Agricultura (Seapi) em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema). Durante a visita, foram plantadas sementes de espécies nativas, como a grápia, e apresentado o sistema de produção de mudas para uso em agroflorestas.

O Reflora prevê o plantio de mais de 6 mil mudas de cerca de 30 espécies dos biomas Mata Atlântica e Pampa. Na fase inicial, foram mapeadas aproximadamente 290 árvores matrizes em 13 municípios. As mudas são produzidas com técnicas avançadas, como enxertia e indução de florescimento precoce, com investimento privado estimado em R$ 7,5 milhões.

A recomposição da vegetação nativa é considerada estratégica após os danos causados pelas enchentes, especialmente para reduzir a vulnerabilidade ambiental. Além do Ceflor, a produção ocorre em outras instituições parceiras. O projeto, lançado em março de 2025, reúne governo, universidades e setor privado para promover a recuperação ambiental no Estado.

Com informações do Jornal Correio do Povo

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