Nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, melodias e palavras, faladas e escritas, ressoam em tom de despedida nos estúdios da Rádio Cultura e na redação do Jornal Boa Vista. Profissionais históricos deixam de integrar o quadro de colaboradores da Fundação de Comunicação para a Educação e Assistência Social, mantenedora de ambos os veículos.
Com quase 20 anos de história na Rádio Cultura, desde a época de “Bob Maravilha” e dos programas musicais, Fabio Lazzarotto evoluiu até se consolidar como um dos principais nomes da crônica esportiva erechinense e âncora dos dois principais programas jornalísticos da emissora: o “Estúdio Boa Vista” e o “Estúdio BV Sports”. Além disso, foi o idealizador e responsável por apresentar à direção da emissora a proposta da Timaço Sports para as transmissões dos jogos do Ypiranga.
“Ah, mulheres!”, a expressão marcante de Rafael Silva, locutor de alto astral, que animava as manhãs de segunda a sexta-feira com o “Coletividade” e, aos sábados, com o “Show de Bandas” e, mais recentemente, com o “Sábado Show”. Ícone dos programas musicais da emissora, exímio entendedor e, talvez por isso, tão perfeccionista com a programação e a qualidade de tudo o que ia ao ar. E quando não estava ao microfone, a animação o acompanhava pelos corredores, estúdios e redação.
Direto da diagramação e das colunas do extinto jornal impresso, Sirley Ioppi assumiu o setor financeiro da instituição. Esta “pequena” mudança mostra um pouco da versatilidade e do comprometimento de Sirley, que trabalhou em quase todos os setores da instituição com o mesmo empenho e profissionalismo, sem jamais deixar de colaborar, seja com os colegas ou com as pessoas que chegavam na recepção da Rádio. Deixa um legado de resiliência e competência.
Egídio Lazzarotto, um dos idealizadores e responsável por colocar no ar a quarta Rádio Comunitária do Brasil e a primeira do Rio Grande do Sul, é a personificação da inquietude, sempre disposto a levantar assuntos e demandas para que políticos, empresários e a sociedade em geral busquem movimentos para evoluir e se desenvolver. Talvez por gostar da natureza, fez amizade com um passarinho que lhe trazia as notícias em primeira mão. Por vezes, tais notícias não o agradavam, e a “bicada” certamente vinha com força.
A partir de hoje, todos eles não mais serão ouvidos pelos microfones da Rádio Cultura ou lidos nas páginas do Jornal Boa Vista. Seguem, agora, para novos desafios profissionais, levando consigo o enorme agradecimento e os desejos de sucesso de toda a direção da Fundação e de seus veículos de comunicação.
E a Rádio Cultura e o Jornal Boa Vista, como ficam? Serão extintos? Em breve, novidades…

