Rio Grande do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com um mercado de trabalho estável e uma notável redução na taxa de desocupação. O estado registrou 5,916 milhões de pessoas ocupadas, um aumento de 82 mil em relação ao trimestre anterior. A taxa de desocupação recuou para 3,7%, abaixo dos 4,5% observados no mesmo período de 2024, consolidando o estado com a sétima menor taxa do país.
O contingente de desocupados foi reduzido em 51 mil pessoas no último ano, totalizando 229 mil. Além disso, a taxa de informalidade também diminuiu, passando de 32,1% para 30,1%, com 1,783 milhão de trabalhadores informais – uma queda de 118 mil em um ano. A taxa combinada de desocupação e subocupação caiu 1,1 ponto percentual, atingindo 6,2%.
Crescimento Formal e Rendimentos
No acumulado de 12 meses (janeiro de 2025 a janeiro de 2026), o emprego formal no Rio Grande do Sul teve um saldo positivo de 36,5 mil vagas, um crescimento de 1,3%. Contudo, esse percentual foi inferior à média nacional (2,6%), posicionando o estado na última colocação em termos de expansão do emprego formal. O setor de serviços liderou a criação de vagas, com 32,8 mil novos vínculos.
O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.968, mantendo-se estável. A massa de rendimento mensal real, no entanto, cresceu 3,2%, alcançando R$ 23,06 bilhões. Um dado relevante é que 83,8% dos assalariados formais (2,587 milhões de pessoas) se enquadram no novo limite de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física, vigente a partir de 2026.
Destaques Demográficos e Setoriais
As mulheres foram as maiores beneficiadas, representando 78,2% do saldo de empregos formais. Jovens de até 24 anos também impulsionaram o crescimento, com 66,8 mil novos vínculos, enquanto trabalhadores com 50 a 64 anos registraram redução de 13,4 mil vagas. A maior concentração de crescimento ocorreu entre trabalhadores com ensino médio.
Regionalmente, a Região Funcional 9 (Norte) destacou-se com o maior crescimento percentual do emprego formal em 12 meses (3,1%) e em seis anos (26,2%). Setorialmente, enquanto indústrias de alimentos e fabricação de máquinas geraram vagas, os setores de couro e calçados e veículos automotores apresentaram as maiores perdas.
Os dados foram divulgados no Boletim do Trabalho, publicação do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), com base em informações da PNAD Contínua e do Novo Caged.