A inteligência artificial (IA) e seus impactos na educação foram temas da formação docente e de funcionários da URI Erechim, realizada na noite de quarta-feira, 22, no Auditório. O evento foi organizado pelo Núcleo de Formação Docente, coordenado pela professora Jacqueline Enricone. Na abertura, o Diretor-Geral, Paulo Roberto Giollo, salientou a evolução das tecnologias utilizadas no ensino, juntamente com o Diretor Acadêmico, Adilson Stankiewicz, e o Diretor Administrativo, Paulo José Sponchiado.
A iniciativa teve como palestrante Christian Puhlmann Brackmann, doutor em Informática na Educação, professor do Instituto Federal Farroupilha (IFFAR) Câmpus Panambi e consultor da UNESCO junto ao Ministério da Educação.
Brackmann abordou conceitos relacionados à computação, à IA e ao funcionamento dos modelos generativos, além de temas como aprendizado de máquina, privacidade e vieses algorítmicos. A discussão contemplou ainda a presença da computação na educação básica, organizada nos eixos de Cultura Digital, Mundo Digital e Pensamento Computacional.
Na avaliação da aprendizagem, o palestrante discutiu a necessidade de observar o processo de construção do conhecimento, além do produto final. Segundo ele, ferramentas de detecção de IA podem apresentar falsos positivos e negativos e não indicam, por si só, o que o estudante aprendeu. “A pergunta agora não é: ‘Foi a IA?’. A pergunta é: ‘A atividade exige aprendizagem demonstrável?'”, afirmou.
Como alternativa, Brackmann propôs atividades que envolvam explicação, decisão, comparação e validação, como analisar textos produzidos por IA, identificar erros e verificar referências. “A IA pode acertar sem saber o porquê e pode errar com aparência de autoridade”, afirmou. Para ele, a utilização da tecnologia no ensino deve estar relacionada à capacidade de os estudantes explicarem o que aprenderam e justificarem suas escolhas.
Por Assessoria de Comunicação

