Cooperativa Nossa Terra fortalece a agricultura familiar e leva a produção de Erechim para 11 estados brasileiros
O ano de 2026 marca um momento especial para a Cooperativa Nossa Terra, que se aproxima da celebração de seus 25 anos de atuação em defesa da agricultura familiar e na produção de alimentos saudáveis. Ao longo de sua trajetória, a cooperativa consolidou-se como uma importante referência na organização de feiras e espaços de comercialização, promovendo oportunidades para pequenos produtores rurais e ampliando o acesso da população a alimentos de qualidade.
A história da cooperativa começou a partir do sonho de agricultores familiares que participavam de uma feira de produtores e decidiram se organizar formalmente por meio de uma cooperativa. O que começou como uma iniciativa local transformou-se em uma organização com reconhecimento nacional, contando atualmente com unidades em diferentes estados e municípios da região do Alto Uruguai.
Hoje, a Cooperativa Nossa Terra reúne 1.250 associados distribuídos em 106 municípios de diversas regiões do país. Com atuação em diferentes segmentos produtivos, a cooperativa leva produtos da agricultura familiar produzidos em Erechim para 11 estados brasileiros, demonstrando a força do cooperativismo e a capacidade da agricultura familiar de abastecer mercados cada vez mais amplos com alimentos saudáveis e de qualidade.
Em 2025, a cooperativa inaugurou um novo empreendimento no Centro Comercial, localizado no bairro São Cristóvão, em Erechim. O espaço ampliou a visibilidade da instituição junto à comunidade e tornou-se uma referência na comercialização de produtos da agricultura familiar, especialmente para o mercado institucional e para clientes de diversas regiões do Brasil.
A agricultura familiar caracteriza-se pela diversidade produtiva, responsável pelo fornecimento de grande parte dos alimentos básicos consumidos pela população. Atualmente, a Cooperativa Nossa Terra conta com 45 agroindústrias associadas, que comercializam parte significativa de sua produção por meio da cooperativa.
Segundo o presidente da cooperativa, Ademir Gaiardo, um dos principais desafios do agricultor é garantir a comercialização da produção com preços justos.
“Por isso, a importância do Centro Comercial. Ele se tornou mais um espaço de referência para a agricultura familiar, aproximando produtores e consumidores. Além disso, nos proporciona uma identidade diferenciada e amplia nossa visibilidade. Era um projeto que desejávamos concretizar há muito tempo, mas enfrentávamos limitações de espaço. Hoje, estamos muito felizes com esse avanço e com essa conquista para Erechim”, destaca.
Também em 2025, a cooperativa inaugurou uma nova unidade no município de Ponte Preta, destinada ao recebimento de grãos como feijão, milho e trigo. A estrutura fortalece a capacidade de industrialização, beneficiamento e comercialização dos produtos sob marca própria em diferentes regiões do país.
A organização da cooperativa é estruturada por meio de aproximadamente oito núcleos de produção, que contribuem para valorizar o trabalho dos agricultores e garantir mais qualidade aos alimentos que chegam à mesa dos consumidores. Além disso, a implantação do Centro Comercial trouxe benefícios para o bairro São Cristóvão, aumentando o fluxo de pessoas e contribuindo para o desenvolvimento local.
Atualmente, a Cooperativa Nossa Terra conta com cinco unidades em operação: a matriz, localizada em Paulo Bento; o Centro Comercial, em Erechim; o Centro Administrativo, instalado junto ao Seminário; a unidade de recebimento de grãos, em Ponte Preta; e a indústria de beneficiamento de feijão, em Prudentópolis.
Dos 1.250 associados, cerca de 90% comercializam sua produção por meio da cooperativa. Somente no último ano, foram adquiridos aproximadamente R$ 83 milhões em produtos da agricultura familiar, garantindo mercado para os produtores e segurança na comercialização.
De acordo com Gaiardo, um dos diferenciais do modelo cooperativo é oferecer previsibilidade ao agricultor.
“Quando o produtor realiza o plantio, ele já sabe que terá para quem vender sua produção e conhece previamente a política de preços. Além disso, por ser associado, possui prioridade na comercialização de seus produtos, o que contribui diretamente para sua permanência no campo”, explica.
No ano em que celebra seu jubileu de prata, a Cooperativa Nossa Terra também avalia novas possibilidades de expansão e investimentos para ampliar o atendimento aos associados. A proposta é fortalecer a economia local, valorizando as pessoas e mantendo os recursos circulando nos municípios por meio da produção e do consumo regional.
Além da comercialização, a cooperativa oferece assistência técnica aos produtores associados, auxiliando no aumento da produtividade, na redução dos custos de produção e na melhoria da renda das famílias rurais.
Para 2026, uma das iniciativas em desenvolvimento é a implantação de um projeto voltado à comercialização de insumos agrícolas para os associados, ampliando os serviços oferecidos aos cooperados e fortalecendo ainda mais a agricultura familiar.
Segundo Lucinei Calgaro, representante da cooperativa, o objetivo é buscar alternativas que contribuam para a qualidade de vida e a sustentabilidade da produção rural.
“Buscamos constantemente alternativas para melhorar a vida dos nossos produtores. Com a evolução do setor, a praticidade tornou-se uma ferramenta indispensável no campo, especialmente quando falamos em produção orgânica e biológica. Nosso compromisso é garantir que o agricultor produza alimentos com qualidade e excelência para chegar à mesa do consumidor”, afirma.
A Entrevista na Integra você pode acompanhar através da redes sociais da Rádio Cultura e do Jornal Boa Vista ou também clicando no link .

