No programa semanal da Rádio Cultura, Café com o Prefeito, o chefe do Executivo erechinense, Paulo Polis, falou sobre a importância de consolidar a imagem do Hospital Santa Terezinha. Ele destacou que o hospital é um dos mais produtivos do estado, perdendo apenas para a Santa Casa de Porto Alegre em termos de estrutura.
De acordo com dados oficiais, o Santa Terezinha realiza uma média de 800 cirurgias por mês, totalizando 10 mil procedimentos ao ano. Além disso, o hospital registra 350 mil atendimentos, mais de 700 mil exames e milhares de consultas anualmente.
Polis enfatizou que o Santa Terezinha é um hospital público e, portanto, os serviços oferecidos são gratuitos. Ele alertou que, caso algum médico cobre pelos serviços, os pacientes devem denunciar imediatamente. “Temos ouvidoria no hospital, Ministério Público. Denunciem, porque não é para cobrar nada no Santa Terezinha”, afirmou.
O prefeito também destacou o papel central do hospital na região. “Se você for lá agora, verá 20 ambulâncias. A maioria dos prefeitos faz o básico nas UBS de suas cidades, mas, quando se trata de casos de média complexidade ou exames mais detalhados, os pacientes são encaminhados para Erechim”, explicou.
Durante a reunião da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU), na quinta-feira (27), o tema foi amplamente discutido. Polis explicou que, para cobrir as despesas do hospital, seria necessário um aumento de 40% nos repasses do SUS e do Estado. No entanto, ele reconheceu que esse valor é inviável para os municípios. “Sabemos que não dá para aumentar nesse patamar, então propusemos um reajuste de 15% na repactuação dos contratos, o que ainda não é suficiente para equilibrar as contas”, disse.
O prefeito lembrou que grandes hospitais do estado, como o Centenário, o São Vicente de Paula, o Hospital de Lajeado e a Santa Casa, enfrentam dívidas que variam de 150 a 250 milhões de reais. Já o Santa Terezinha tem receitas e despesas em torno de 10 milhões de reais. Recentemente, o município e o Poder Legislativo destinaram 5 milhões de reais para quitar dívidas com fornecedores. “Se não pagarmos os atrasados, os fornecedores param de vender para o hospital. Com esse aporte, vamos regularizar as contas e, a partir de agora, poderemos realizar licitações com valores mais competitivos, melhorando a eficiência do hospital”, explicou.
A proposta de reajuste de 15% nas tabelas de serviços foi aprovada por unanimidade pelos prefeitos da AMAU, incluindo Erechim. Polis adiantou que, em março, os gestores municipais irão a Brasília para solicitar emendas de bancada, que são de maior valor, com o objetivo de equilibrar as contas até o final do ano. “O hospital não é para dar lucro, mas também não pode gerar déficits administrativos e financeiros que nos obriguem a buscar recursos extras o tempo todo”, afirmou.
O objetivo é captar entre 4 e 5 milhões de reais em emendas parlamentares para equilibrar as finanças do Santa Terezinha. “Um hospital desse porte, se desequilibrar financeiramente, não se sustenta. Precisamos garantir que ele continue prestando um serviço essencial à população”, concluiu Polis.
Por: Edson Machado da Silva