O aumento do custo de vida e a facilidade de acesso ao crédito têm levado cada vez mais idosos ao superendividamento. No Rio Grande do Sul, cerca de 6 mil dos mais de 20 mil processos que tramitam no Núcleo de Gestão de Superendividamento do Tribunal de Justiça envolvem pessoas com 60 anos ou mais.
Mesmo com a Lei do Superendividamento, que busca proteger a renda mínima dos idosos, muitos acabam comprometendo mais da metade dos seus rendimentos com empréstimos e financiamentos. Segundo especialistas, a situação é agravada pela quantidade de credores envolvidos, dificultando a renegociação das dívidas.
Apesar do cenário preocupante, o número de acordos tem aumentado nos últimos anos. O Tribunal de Justiça também ampliou o atendimento especializado por meio do CEJUSC 60+, que orienta idosos sobre renegociação de dívidas e prevenção de golpes financeiros, problema cada vez mais frequente entre essa parcela da população.

