Após um março de alta acentuada, o mercado de combustíveis no Brasil entrou em nova fase em abril, com os preços do diesel se estabilizando em um patamar elevado. Essa estabilização, porém, não significa alívio, mantendo o diesel como principal vetor inflacionário que afeta fretes e cadeias produtivas.
Paralelamente, o etanol ganhou protagonismo como alternativa, especialmente em regiões com maior oferta agrícola. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o biocombustível registrou quedas significativas no Sul e Sudeste devido à safra, atuando como um amortecedor parcial da inflação e sendo considerado um ativo estratégico para a transição energética e controle de custos.
No entanto, o estudo do IBPT revela uma fragmentação regional. Enquanto o Centro-Sul consegue mitigar parte dos impactos com o etanol, regiões como Norte e Nordeste permanecem mais vulneráveis à volatilidade internacional do petróleo e às limitações logísticas, com altas do diesel superiores a 30% no Nordeste.
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A conclusão é que o mercado se estabilizou em níveis caros e desiguais. Sem avanços estruturais em logística, refino e política energética, o Brasil continua vulnerável a choques externos, com impactos persistentes na inflação e no custo de vida.