O município de Erechim alcançou um marco significativo na segurança pública: a marca de três anos sem registros de feminicídio. Esse resultado positivo é atribuído à atuação conjunta da Polícia Civil, Brigada Militar, Poder Público Municipal e entidades parceiras, com ênfase na implementação do Projeto Sentinela, ativo há quase uma década, e na efetividade da Patrulha Maria da Penha.
Operada pelo 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM) da Brigada Militar, a Patrulha Maria da Penha em Erechim desempenha um papel crucial no monitoramento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência, visando prevenir a violência doméstica. O serviço realiza visitas e fiscalizações periódicas, assegurando o cumprimento da legislação, oferecendo proteção à vítima e garantindo o afastamento do agressor.
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Apesar da notável conquista de três anos sem feminicídios, fruto do trabalho coordenado da Patrulha Maria da Penha, Poder Judiciário, Polícia Civil e Conselho Tutelar, a Brigada Militar ainda registra um alto número de chamados relacionados a casos de violência doméstica. O Comandante Maurício ressalta que essa realidade é reflexo de uma cultura na qual muitos agressores presumem ter posse sobre suas companheiras. “É uma mentalidade que precisamos transformar gradualmente na sociedade”, afirmou o Comandante
O ciclo da violência contra a mulher frequentemente se inicia com pequenas restrições que, com o tempo, evoluem para agressões físicas, como beliscões, puxões de cabelo e tapas. Mesmo com desculpas e promessas de mudança, as agressões tendem a se intensificar. A comunicação dos fatos e a denúncia são ferramentas essenciais para interromper esse padrão, seguidas do afastamento do agressor. Estatísticas indicam que a maioria dos casos de feminicídio ocorre na ausência de uma medida protetiva de urgência, o que reforça a importância vital da denúncia para a efetividade no combate não apenas ao feminicídio, mas também à violência doméstica de forma mais ampla.