O percentual de brasileiros que já experimentaram alguma substância psicoativa proibida ao menos uma vez na vida saltou de 10,3% para 18,8% em um período de 11 anos, segundo o III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Esse avanço, considerado esperado pelos pesquisadores devido ao longo intervalo do estudo anterior (2012) e à mudança na percepção social, foi impulsionado principalmente pelo consumo de maconha, alinhando o Brasil à tendência de países ocidentais.
A pesquisa também aponta uma mudança no perfil dos usuários: embora o consumo seja maior entre homens, o uso de drogas ilícitas entre mulheres adultas quase dobrou, passando de 7% para 13,9%. Uma das hipóteses para esse aumento é a percepção equivocada de que a cannabis poderia aliviar ansiedade e estresse.
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