O Tesouro Nacional realizou uma intervenção recorde no mercado de títulos públicos, recomprando R$ 43,6 bilhões em apenas dois dias. A medida, que representa a maior em mais de uma década, tem como objetivo conter a escalada dos juros futuros, que estão em alta devido a incertezas globais (conflito no Irã e preço do petróleo) e domésticas (ameaça de paralisação de caminhoneiros).
A ação é notável por ocorrer na semana da decisão sobre a Taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), período em que o Tesouro geralmente evita intervenções. Essa postura mais agressiva busca reduzir a volatilidade na curva de juros, que é um termômetro importante para a política monetária do Banco Central.
Apesar da intervenção maciça, o mercado seguiu pressionado. A possibilidade de greve de caminhoneiros, em particular, elevou a percepção de risco, resultando na elevação dos juros futuros para janeiro de 2027.
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