A presidente do CPERS Estadual, Rosane Zan, esteve em Erechim nesta quarta-feira (26) para um encontro com o 15º Núcleo do sindicato. De acordo com ela, esta já é a terceira semana de uma caravana de visitas da direção estadual aos 42 núcleos do CPERS no Rio Grande do Sul.
Nesta gestão (2024-2027), uma das primeiras ações do sindicato foi entrar com uma liminar contra o calor excessivo nas escolas, marcando um embate com a Secretaria Estadual da Educação e o governador Eduardo Leite. Rosane destacou que as condições climáticas atuais são diferentes das de 10 a 15 anos atrás, com temperaturas cada vez mais altas, o que exige adaptações na infraestrutura das instituições de ensino.

A professora Sheila Pegoraro, representante do 15º Núcleo, relatou que algumas escolas da região também enfrentaram problemas devido ao calor extremo, como a falta de ar-condicionado ou ventiladores em salas de aula. Essas questões foram levadas ao conhecimento da direção estadual do CPERS.
Rosane Zan afirmou que não se recorda de, nos últimos anos, o ano letivo ter começado tão cedo — no início de fevereiro —, especialmente diante das previsões da MetSul Meteorologia, que alertava para ondas de calor intenso nos primeiros dias de aula. O sindicato chegou a sugerir ao secretário da Casa Civil, Arthur Lemos, que o início das aulas fosse adiado, mas a proposta não foi acatada. O mesmo pleito foi apresentado à secretária de Educação, Raquel Teixeira, que manteve a decisão de iniciar o ano letivo independentemente das condições climáticas. O CPERS, então, elaborou um relatório evidenciando problemas estruturais em 2.300 escolas da rede estadual.
O tema será debatido na Assembleia Geral do dia 11 de abril, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, na qual o sindicato espera respostas do governo sobre como pretende reestruturar as escolas. Rosane citou contrastes: enquanto algumas regiões têm unidades bem equipadas, como em Erechim — em parte devido ao apoio da comunidade —, outras enfrentam situações críticas, como em São Nicolau, onde uma escola danificada em setembro de 2024 ainda aguarda reparos.
Outro ponto prioritário da assembleia será a revisão geral dos salários de professores e funcionários de escolas. Com a recente mudança no plano de carreira, parte dos aposentados e ativos não teve reajustes lineares, e o CPERS defende a correção dessas distorções.
Na reunião no 15º Núcleo, a direção estadual do sindicato ouviu demandas de professores e funcionários. A plenária antecede a grande assembleia de abril a ser realizada no dia 11 na Casa do Gaúcho na capital, que definirá as próximas ações da categoria.
Por: Edson Machado da Silva