Mesmo após promessa na Expointer, produtores rurais gaúchos seguem sem poder renegociar dívidas

Governo Federal anunciou medidas que atendem em partes a necessidade dos agricultores do Rio Grande do Sul, mas ainda segue sem ser regulamentada para que os bancos procedam as tão esperadas renegociações.

A medida provisória anunciada pelo Governo Federal e detalhada por ministros no último dia da Expointer, traria um alento ao produtor rural gaúcho, que amarga cinco anos de perdas de safra, extinguindo a capacidade financeira dos seus negócios. Porém, desde então a Medida Provisória carece de uma regulamentação para que os bancos possam dar início ao processo, o que até agora não aconteceu, tornando desta forma, o anúncio sem validade nenhuma.

Segundo o anunciado, a promessa seria liberar R$ 12 bilhões do Tesouro Nacional, com juro de 6% para pequenos, 8% para médios e 10% para grandes produtores, nove anos para pagar. A medida abria a possibilidade também de mais R$ 20 bilhões serem liberados pelos bancos com juro.

Na manhã desta terça-feira (16), o presidente do Sindicato Rural de Erechim, Allan Tormen, comentou que o sistema Farsul enviou ao Governo Federal uma série de medidas que procurava mitigar a situação dos agricultores ainda em no mês de maio de 2024, logo após as enchentes ocorrida no estado, mas que ainda não teve nenhum retorno.

Ainda sobre o assunto, Allan comentou que o as medidas não passam de mais um capítulo de anúncios falhos, pois além de não estarem regulamentados ainda, exclui cerca de 50% de produtores que não tomaram crédito em bancos e sim fizeram suas compras em cooperativas, cerealistas e revendas, para proceder o pagamento após a colheita. Desta forma, as dívidas não tem nenhuma opção de renegociação.

 

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