O Programa Estúdio Boa Vista recebeu, na manhã desta sexta-feira (12), o diretor da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, Rafael Ayub, que apresentou os resultados alcançados pela instituição, com destaque para o avanço nas cirurgias ortopédicas.
Atualmente, o Hospital Santa Terezinha realiza, em média, 900 cirurgias por mês. No mês passado, entretanto, foram contabilizados 1.100 procedimentos cirúrgicos. Desse total, 50 fizeram parte do Mutirão de Cirurgias Ortopédicas. Mesmo desconsiderando essas cirurgias extras, o hospital registrou 150 procedimentos a mais do que sua média mensal habitual.
Ayub também destacou a situação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após a pandemia de Covid-19, a capacidade da instituição passou de 10 para 20 leitos de UTI disponíveis para a comunidade. No entanto, atualmente, essa estrutura já se mostra insuficiente para atender toda a demanda. Segundo o diretor, quase diariamente há pacientes que necessitam de UTI permanecendo internados na Emergência, em espaços destinados à estabilização, enquanto aguardam vaga para internação.
A direção do hospital ressalta que toda a equipe multidisciplinar trabalha para prestar atendimento aos pacientes que mais necessitam, mas reconhece que a alta demanda faz com que algumas pessoas precisem aguardar por um leito de UTI, seja para regulação em outra unidade ou para disponibilidade dentro do próprio hospital. “Infelizmente, a saúde é uma variável que nem sempre é possível controlar”, observou Ayub.
Diante desse cenário, o diretor reforçou a importância da imunização contra a gripe e da adoção de medidas preventivas, como manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas. Segundo ele, o inverno está apenas começando e já há pacientes internados devido a complicações respiratórias causadas pela gripe, especialmente entre crianças e idosos, que integram os grupos prioritários. Em meados de maio deste ano, foi registrado um óbito por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na UTI do Hospital Santa Terezinha.
No mês passado, a instituição registrou uma média de 37 cirurgias por dia. De acordo com Ayub, sem a realização do mutirão de Cirurgias, os pacientes chamados para cirurgia ortopédica na próxima semana seriam aqueles que aguardam na fila desde março de 2023. Com o programa em andamento, porém, já estão sendo convocados pacientes com laudos emitidos em outubro de 2025.
“O que conseguimos foi reduzir uma fila de espera de três anos para aproximadamente nove meses”, destacou o diretor. A previsão é de que sejam realizadas 135 cirurgias ortopédicas até o final de julho. Até o momento, 48 procedimentos já foram concluídos. Neste fim de semana, outras oito cirurgias serão realizadas, elevando o total para 56 procedimentos. Além disso, todos os finais de semana estão sendo executadas oito cirurgias de prótese de joelho, somadas às realizadas durante a semana, graças aos recursos do programa SUS Gaúcho.
Ayub explicou ainda que uma cirurgia particular de prótese de joelho custa, em média, R$ 35 mil. Pela tabela tradicional do Sistema Único de Saúde (SUS), o valor total repassado para esse procedimento era de aproximadamente R$ 3.500, sendo que o médico recebia cerca de R$ 1.100. Com o incentivo do SUS Gaúcho, o valor destinado ao procedimento passou para R$ 11.800, praticamente três vezes superior ao anterior.
Segundo o diretor, esse aumento possibilitou a publicação de um edital e o credenciamento de cinco médicos habilitados para realizar as cirurgias. “Isso demonstra que o recurso financeiro é importante, mas também que a iniciativa do Governo do Estado foi fundamental para criar condições que permitissem ampliar significativamente a oferta desses procedimentos à população”, concluiu.
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