DIA DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO EM ERECHIM

O autismo, segundo a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul[1], instituição vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do RS, é um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta a capacidade de relacionamento com pessoas e o ambiente (Conhecido também como TEA, Transtorno do Espectro Autista).

O Transtorno pode manifestar-se ainda na infância, e alguns dos comprometimentos são em áreas como a de comunicação, interação social, apresentando padrões restritos e repetitivos de comportamento. O transtorno pode manifestar-se em três níveis de suporte, do grau leve ao severo, sendo mais comum nos meninos.

Estereotipias, ecolalias, um olhar muitas vezes distante, mãos se movendo espontaneamente, caminhar nas pontas dos pés… Um jeito de se expressar. O dia de dois de abril é muito importante, pois ainda estamos caminhando em passos lentos para a conscientização do autismo. A verdadeira inclusão dessas pessoas em nossa sociedade, mais empatia, menos preconceito, essa data se faz necessária para conhecermos mais sobre, para acreditarmos, para nos tornar amigos, para olhar a essas crianças, jovens, adultos e idosos com autismo.

O dia dois de abril é o Dia da Conscientização do Autismo. Falar sobre o TEA hoje em dia é reconhecer que hoje, no Rio Grande do Sul (segundo pesquisa da CIPTEA[2] em nota de rodapé) há aproximadamente 33 mil pessoas diagnosticadas com autismo; na parcela dos adultos, 45% estão empregados e na parcela das crianças e jovens, 95% estão matriculados nas escolas (5 a 17 anos).

Falar em autismo é reconhecer que em população crescente, esse público tem necessidades específicas, ou seja, quais são as políticas públicas e projetos que tratem de dar melhor qualidade de vida para essas pessoas? Essas pessoas participam da vida cotidiana na cidade? Há eventos inclusivos para esse público? Você ensina seus filhos e filhas a ajudarem e brincarem com o colega que tem autismo? O adolescente tem conversas de adolescente com o colega que tem autismo, mas que também é adolescente?

Pois é, tudo isso que falo faz parte da participação dessas vozes na nossa comunidade. A criança com autismo ainda é criança: assiste, dança, canta, participa. O adolescente com autismo ainda é adolescente: desenvolve sua sexualidade, sente amor, quer se divertir, cantar e dançar. Acreditar nisso é não ser capacitista: não duvidar da potencialidades e cidadania dessas crianças, jovens, adultos e idosos.

Em Erechim temos iniciativas e instituições muito importantes para a nossa comunidade e que em meu ver, deveriam ser mais reconhecidas.

A Associação Aquarela Pró-Autista[3], entidade que oferece atendimento especializado direto às crianças, jovens e adultos com Autismo, da mesma forma prestando suporte às famílias e à sociedade, estimulando e quebrando barreiras para a aprendizagem e qualidade de vida dos sujeitos. Oferece musicalização, psicologia, psicopedagogia, atividades diárias, psicomotricidade e até assitência social. Hoje, é localizada na Rua Manoel Melotto, nº 140, Bairro Três Vendas (Erechim/RS), 99713-168.

A Associação promove eventos, também, muito relevantes para a visibilidade dessa emblemática: Pedágio Informativo e Rústicas pela conscientização do autismo.

Na cidade, também temos o Grupo de Famílias Atípicas Girassol[4] que buscam fortalecer laços emocionais, compartilhar vivências e experiências, tornando a sociedade um lugar acolhedor. O Grupo tem iniciativas muito divertidas e já realizadas como o Carnaval Girassol, Arraiá Inclusivo e até baladinha voltada para o público da Educação Inclusiva.

Temos muita gente em nossa cidade, empenhada, qualificada, humana e empática lutando para a visibilidade, reconhecimento e desmistificando o autismo. Tenho muito o que agradecer a vocês que trabalham nessa área. Muitas famílias, amigos e companheiros dependem de vocês! Então trabalhem duro! Parabéns pela luta diária, não apenas do dia 02 de abril, mas todos os dias do ano.

Entre aspas

Atualmente, quando uma criança ou jovem em idade escolar é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a instituição é obrigada a contratar um profissional específico apenas para ele/a, auxiliando em suas necessidades básicas e no processo de ensino e de aprendizagem. Isso é um direito que toda pessoa com autismo em idade escolar, seja em escola pública ou particular, tem! Sempre é bom ficar de olhos bem atentos para que ela seja cumprida. Para se informar mais sobre esse transtorno e jeito de ser, acesse a cartilha da FADERS: https://faders.rs.gov.br/upload/arquivos/202011/25122559-1597924740cartilha-autismo.pdf

Kaylani Dal Medico.

Discente do Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFFS Erechim.

Bolsista do Projeto de Extensão “Dizer a sua palavra”: democratização da cultura popular e da comunicação

kaylanidalmedico@hotmail.com

 

[1] Ver: https://faders.rs.gov.br/transtorno-do-espectro-do-autismo

[2] Ver: https://social.rs.gov.br/pesquisa-ciptea-chega-em-mais-de-30-mil-pessoas-com-autismo-no-rs

[3] Instagram da Associação Aquarela: https://www.instagram.com/aquarelaproautista/

[4] Instagram do grupo: https://www.instagram.com/girassol.familiasatipicas/

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