Desemprego no Brasil sobe para 6,8% no trimestre terminado em fevereiro, segundo o IBGE
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,6 milhões, um novo recorde da série histórica.
A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da alta, o País manteve a menor taxa de desocupação de toda a série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. No trimestre encerrado em novembro, o índice era de 6,1%. Antes disso, o menor percentual registrado havia sido em dezembro de 2013, com 6,3%.
O rendimento médio dos trabalhadores atingiu um recorde na série histórica, chegando a R$ 3.378. O número de empregados com carteira assinada também alcançou um novo patamar, somando 39,6 milhões de pessoas.
A taxa de desocupação ficou um ponto percentual abaixo da observada no mesmo trimestre do ano passado. No entanto, a população desocupada cresceu 10,4% em relação ao trimestre anterior, atingindo 7,5 milhões de pessoas. Ainda assim, esse contingente é 12,5% menor do que o registrado no mesmo período de 2024.
Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “essa alta segue o padrão sazonal da PNAD Contínua, com tendência de aumento na busca por trabalho nos primeiros meses do ano”.
Emprego formal e informal
A população ocupada recuou 1,2% frente ao trimestre anterior, totalizando 102,7 milhões de trabalhadores. Ainda assim, esse número representa um aumento de 2,4% na comparação anual.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,6 milhões, um novo recorde da série histórica, com crescimento de 1,1% no trimestre e 4,1% no ano.
Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,5 milhões) caiu 6% no trimestre e manteve estabilidade na comparação anual. O número de trabalhadores no setor público (12,4 milhões) recuou 3,9% no trimestre, mas avançou 2,8% no ano.
O contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) permaneceu estável no trimestre e cresceu 1,7% no ano.
Diante desses movimentos, a taxa de informalidade teve uma leve redução, passando de 38,7% no trimestre encerrado em novembro de 2024 para 38,1% no trimestre atual. O total de trabalhadores informais soma 39,1 milhões de pessoas.
O IBGE considera como desocupadas as pessoas sem trabalho que estão em busca de emprego. A soma desse grupo com o dos empregados totaliza a população dentro da força de trabalho no Brasil, que chegou a 110,2 milhões no trimestre encerrado em fevereiro.
Fora da força de trabalho, há 66,9 milhões de brasileiros – pessoas com 14 anos ou mais que não estão procurando emprego ou não estão disponíveis para trabalhar.
A PNAD também calcula que o Brasil tem 18,3 milhões de pessoas subutilizadas, ou seja, aquelas que poderiam estar trabalhando, mas estão desocupadas, subocupadas (trabalhando menos horas do que gostariam) ou fora da força de trabalho potencial. Esse é o menor número desde o trimestre encerrado em maio de 2015, quando havia 17,7 milhões de pessoas nessa condição. O contingente caiu 3,9% no trimestre (menos 725 mil pessoas) e 11% no ano (menos 2,2 milhões).