Desafio superado: A industrialização da produção agrícola impulsiona economia de Erechim, exceto o leite

Por anos, o clamor das lideranças locais era unanime: era preciso interromper o envio da produção agrícola bruta para outros centros. Graças à audácia dos nossos empresários, essa realidade mudou drasticamente. Hoje, a maior parte da nossa produção — soja, milho, suínos e aves — é processada localmente em Erechim e região, agregando valor, gerando emprego, renda e impostos aqui.

Essa transformação é visível, já que estamos importando de outros estados,  milho e soja que são processados por empresas como Olfar, Vaccaro e Agricop, além da Aurora, que vem planejando expandir ainda mais com uma nova fábrica. A produção de suínos e aves, que antes abastecia indústrias catarinenses, agora tem sua maior parte industrializada pela Aurora em Erechim. A pequena parcela que ainda segue para Santa Catarina, muitas vezes por questões logísticas, deve diminuir com a conclusão da ERS 477.

Entretanto, o setor do leite permanece no passado: ainda estamos despachando grande parte da produção, literalmente “colocando a vaca no caminhão” para Santa Catarina ou outras regiões. A esperança reside na indústria do município vizinho de Estação. O maior desafio atual é justamente este: ampliar a industrialização, seja em Erechim ou Estação para, finalmente, tirar a “vaca de cima do caminhão”.

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