Muito se fala que a agricultura é uma indústria à céu aberto, devido à mesma estar sujeita a todos os tipos de intempéries do clima: estiagem prolongada, granizo, vendaval, excesso de chuva, entre outros. Além disso, os agricultores investem safra após safra sem saber qual é o preço que ele venderá o produto a ser colhido.
Frequentes perdas por intempéries, manejos que por vezes não são os ideais, que priorizem o solo, alto custo de produção e arrendamento, aliado à sucessíveis quedas no preço de venda, tem levado a uma crise sem precedentes no campo.
A última cadeia do setor a sofrer um forte impacto é a produção leiteira. Com preços em quedas bruscas e sucessivas a cada mês, produtores que investiram alto em tecnologia, confinamento e renovação de pastagens, começam a amargar prejuízos em sequência. Já há relatos de produtores pagando mais caro o preço do quilo da ração do que o litro do leite.
A importação de leite em pó de países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, para reidratação no Brasil, é um dos principais fatores para a queda no preço.
Erechim, através da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar tem trabalhado fortemente para tornar o município no maior produtor de leite do norte do estado, mas a ausência de uma política de proteção dos nossos produto, pode inviabilizar a atividade.

