Erechim está perdendo para Pato Branco até nas linhas aéreas

O município de Erechim não está perdendo só no futsal para Pato Branco, mas também na questão de aeroporto e nas linhas aéreas. A distância entre a cidade de Pato Branco ao aeroporto de Chapecó é quase a mesma que de Erechim, no entanto até pouco tempo atrás aquela região dependia do aeroporto da Chapecó, Toledo ou de Cascavel para se deslocar para outros estados e até para viagens internacionais. Mas numa grande mobilização política, que envolveu a prefeitura, governo do Estado do Paraná, governo Federal e  Associação Comercial e Empresarial – ACEPB buscaram os recursos de R$ 15 milhões para transformar o acanhado aeroporto municipal Juvenal Cardoso, e mudar de classe e com isso a ANAC autorizou voos regulares. Diante disso a empresa Azul Linhas Aéreas começou operar com quatro voos semanais para Curitiba e para outros estados com plano de operações criado especialmente para atender a demanda de Pato Branco e das regiões Sudoeste do Paraná e Noroeste de Santa Catarina..

Porque que a cidade de Pato Branco que tem mais dois aeroportos próximos, Toledo e Cascavel conseguiram viabilizar os recursos para a melhoria do seu aeroporto, enquanto que Erechim não está conseguindo viabilizar os recursos bem menores para que tenhamos voos? Hoje Pato Branco tem 81 mil habitantes e Erechim tem, aproximadamente, 110 mil habitantes. Sem contar que a Capital da Amizade é uma cidade industrial enquanto que Pato Branco tem sua economia baseada no comércio e serviços. A grande diferença é que Pato Branco aprendeu direitinho com Chapecó, que precisa ter representatividade política para conseguir se desenvolver e nós erechinenses somos movidos pelo ranço político, inveja e só pensamos individualmente e, mais uma vez,  não conseguimos eleger nenhum deputado Estadual e Federal e com isso estamos deixando de conseguir viabilizar os recursos para as reformas do nosso aeroporto. O dia que nós aprendermos a votar sem o cabresto dos velhos caciques, certamente a nossa cidade e região vai crescer.

 

Por Egidio Lazzarotto

Comentários estão fechados.