Relatos e experiência de antigas profissões são apresentados em Gaurama

Rotinas nos moinhos e no frigorífico despertaram grande curiosidade nos alunos e na comunidade gauramense

Get real time updates directly on you device, subscribe now.

Rudolfo Germano Franke e Tercílio Provin Dariva ofereceram momentos de muita curiosidade, concentração e emoção através dos relatos das suas profissões, exercidas há décadas em Gaurama.

Rudolfo aos 89 anos se transforma rapidamente ao relembrar seu passado. As marcas da idade, dá espaço a um sorriso largo, as mãos que não param de gesticular e uma história repleta de precisão.

“Quando eu tinha 5 anos de idade, meu pai comprou um moinho e eu vivi com ele, nesse trabalho, até me casar. Ajudei a construir outros moinhos na região. Tudo era muito calculado por que usávamos os caimentos naturais e as rodas de água movimentavam as pedras que moíam os produtos. Também construíamos ventiladores de cereais que eram vendidos para outros municípios. A profissão de moinheiro ainda existe , porém, com muito mais facilidades trazidas pela tecnologia”, conta. Hoje, alguns moinhos são pontos turísticos da cidade.

Em 1930, foram instaladas duas indústrias frigoríficas em Barro (hoje Gaurama): a “Sociedade de Productos Suínos Barrense Limitada” – Frigorífico Ipiranga e a “Cooperativa de Produção de Banha Santa Isabel Ltda” – depois Cooperativa Mixta Santa Isabel. Os carregamentos de banhas e outros produtos destas empresas correspondiam muitas vezes a vários vagões, que eram enviados a diferentes pontos do país.

Ex-funcionário do Frigorífico Ipiranga, Tercílio Provin Dariva, de 79 anos, relatou a profissão de magarefe (profissionais especializados em abater suínos nos frigoríficos).  Na época, existiam maquinários, porém a grande maioria das atividades no frigorífico eram manuais. “Tudo o que produzíamos tinha um sabor muito melhor do que encontramos hoje. Salame, torresmo, cortes especiais, tudo era feito de forma artesanal. Um suíno levava dois anos pra ficar pronto para o abate, hoje, em poucos meses ele já está nos supermercados”, relata.

A emoção tomou conta de Tercílio quando os alunos que estavam na plateia lhe perguntaram sobre o incêndio que aconteceu na empresa. Com lágrimas respondeu que foi um momento difícil, “mas ninguém se machucou, os danos foram só materiais mesmo”, conta. A chaminé do frigorífico virou um marco em Gaurama e pode ser visitado pela população.

As vivências de um tempo que virou lembrança transformaram a atividade do Museu ainda mais mágica. A exposição  “Um passeio pelo tempo: trabalho e profissões na História de Barro – Gaurama”, pode ser conferida em horário comercial ou com agendamento.

Get real time updates directly on you device, subscribe now.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja bem com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. ACEITO Leia mais