Horta da Apae de Getúlio Vargas tem orientação técnica da Emater/RS-Ascar

Uma horta que não é apenas uma horta, que alimenta e ainda é fonte para arrecadar dinheiro com o excedente da produção. É carinho, é aprendizado, é descoberta, é pedagógica. Assim, é a horta na Apae de Getúlio Vargas, cuja Escola de Educação Especial atende 123 alunos com idade de zero até a fase adulta, oriundos dos municípios de Getúlio Vargas, Estação, Ipiranga do Sul, Erebango e Charrua.

Apesar de todos estes ingredientes, faltava orientação técnica na horta. E uma parceria com a entidade e a Emater/RS-Ascar colocou mais este insumo na horta. A equipe do Escritório Municipal repassa orientações de cultivo e manejo das hortaliças. “A horta já existia, mas sem muita orientação técnica”, conta a diretora da Escola de Educação Especial, Dinamar dos Santos Gregio. A produção é utilizada na alimentação dos alunos e o excedente, comercializado e com renda revertida para a entidade e os alunos.

Além de Assistência Técnica, o projeto para a construção da horta iniciou neste ano com aquisição de material como estufa e estrutura para irrigação. O material foi adquirido com recursos obtidos junto ao Fórum de Getúlio Vargas, com aprovação do projeto pela Vara de Execução Criminais. As mudas foram cedidas pela empresa Tonial Mudas.

A diretora conta que a atividade na horta envolve desde os pequenos até os adultos, tendo como responsável o professor Vilson Doro. “Eles também recebem orientações sobre alimentação saudável e aproveitamento das hortaliças”, complementa. “Tem variedade e qualidade com cultivo sem uso de agrotóxicos”, observa a diretora.

“Esse trabalho significa a nossa satisfação profissional, aliada às necessidades da entidade para valorização de seus projetos”, pondera o técnico Renato Mores. Ele e Alencar Balestrin também prestam orientação técnica no cultivo e manejo na horta cultivada no Presídio Estadual de Getúlio Vargas.

A Apae é mantida com recursos provindos das esferas municipal, estadual e federal, mas não são suficientes para o dia a dia da entidade. Por isso, são realizados eventos, como rifas, produção de calendário com fotos dos alunos, jantares, entre outras promoções para complementar as necessidades da Escola.

A Apae conta também com ajuda do Clube de Mães, que faz trabalho voluntário. Uma vez por mês, a extensionista social do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Getúlio Vargas, Denise klitzke, juntamente com a assistente social da Apae, Samanta Martini, trabalha com as mães e voluntárias na produção de diversos produtos, como biscoitos e bolachas. A produção é comercializada e a renda revertida para os alunos. “Nós não trabalhamos só a segurança alimentar, mas vários outros aspectos, como compartilhar experiências nos encontros mensais”, explica Denise.

A Apae oferece espaço adequado, organizado de forma a se constituir ensino/aprendizagem aos alunos da educação especial. Além do projeto da horta, a entidade também iniciou o projeto com a banda de alunos. “Estes dois projetos foram os melhores que desenvolvemos com eles, neste ano. Eles adoram”, reafirma a diretora.

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