Programa de extensão da UFFS desenvolve projeto arquitetônico para centro assistencial moçambicano

O projeto foi desenvolvido por meio de reuniões on-line

O programa de extensão da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Erechim “Arquitetura e Cidade: uma proposta decolonizadora” desenvolveu, em parceria com as universidades moçambicanas Wutivi (UniTiva) e Eduardo Mondlane (UEM), um projeto arquitetônico para a nova sede do centro de ajuda e acolhimento Hakumana.

O Centro Hakumana é uma entidade situada em Maputo, capital de Moçambique, país localizado no sul do continente africano, e que atende crianças e adultos soropositivos, promovendo ações de orientação, assessoria, integração social e pesquisa relacionadas ao vírus HIV. O projeto desenvolvido em parceria entre as universidades contempla a nova sede, que será construída em Impaputo e atenderá comunidades do interior.

De acordo com o coordenador do programa de extensão e orientador do projeto, professor Murad Vaz, o trabalho é um desdobramento da oficina internacional “O papel social da Arquitetura: debate e ação”, realizada em Moçambique, em julho de 2019. O evento foi concebido em parceria entre o projeto de pesquisa da UFFS “Maputo: reflexões compartilhadas”, coordenado pelo docente, a Wutivi (UniTiva) e o Centro Hakumana, que promoveram e sediaram o evento, a UEM, os Arquitetos Sem Fronteiras e a arquiteta e pesquisadora portuguesa Silvia Jorge.

Ao longo de quatro dias estudantes de arquitetura e urbanismo participaram de palestras, mesas redondas, trabalho de campo e de criação e projeto em ateliê, e tiveram assessoramento de docentes, pesquisadores e técnicos das instituições envolvidas. Na ocasião, foram desenvolvidas uma série de propostas projetuais para a nova sede da instituição.

“Em 2020, as discussões e propostas desenvolvidas em 2019 foram retomadas para concepção e criação do atual projeto”, explica Murad. Nesta etapa, estão participando os acadêmicos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo da UFFS – Campus Erechim, Gustavo Augusto Tomé Rocha, Luana de Lima Bueno, Pietra Picolo Antunes e Thaiz dos Santos Oliveira, e da Wutivi (UniTiva), Cláudia Mondlane, além da arquiteta e urbanista egressa da UFFS, Cila Fernanda Silva. O projeto foi desenvolvido por meio de reuniões on-line diárias, e contou com orientação do professor Murad e assessoramento dos professores da UEM, Remigio Chilaule, da Wutivi (UniTiva), Daiane Bertoli, e da responsável pelo Hakumana, irmã Rute Mesquisa.

Murad destaca que o grupo aprofundou “estudos sobre como as pessoas se apropriam dos diferentes espaços, as diversas possibilidades da arquitetura como espaço para a vida humana, os materiais locais, técnicas construtivas e soluções para a amenização do clima, fortalecendo a pesquisa em arquitetura e urbanismo, o reconhecimento de diferentes contextos e reforçando a extensão como atividade formativa e de troca de informações e diálogos”.

Em função do clima e da vegetação típica da região, o projeto priorizou uma edificação com telhado solto e pátio interno, para ventilação constante e cruzada. “Precisamos também trabalhar com baixo orçamento, então priorizamos materiais e técnicas simples, como tijolo, bloco de concreto, elementos vazados para ventilação permanente. Pequenos vãos e aberturas padronizadas também foram escolhidos para diminuir os custos”, conta o docente.

O projeto já foi enviado ao Centro Hakumana, com tabelas de quantificação, para que seja realizada a orçamentação e a obtenção de recursos para a realização da obra.

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