Cresce o número de menores pedindo esmolas nos semáforos de Erechim

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Para quem circula por vários pontos da nossa cidade, pôde observar nos últimos tempos um crescimento significativo de menores pedindo esmolas nos semáforos onde se concentram as principais áreas comerciais, como na avenida Sete de Setembro, paralelas da BR 153, entre outras. A maioria dessas crianças e adolescentes usam uma caixa de sapato com a tampa aberta com uma inscrição tentando sensibilizar as pessoas e obter algum tipo de ajuda.
Passando pelas sinaleiras nas paralelas da BR 153, nas proximidades da Havan e do Econômico e no semáforo na frente da URI, nos primeiros dias, também acabei doando algumas moedas, mas com o passar do tempo, percebi que havia algo estranho com estes menores e que usavam a mesma tática para conseguir esmolas. Diante disto resolvi perguntar qual era o destino desse dinheiro arrecadado e a maioria me relatou, com a resposta na ponta da língua: “O dinheiro é para comprar comida”.
Também temos relatos de ouvinte da Rádio Cultura, que havia outros menores, também portando caixas com mensagens pedindo ajuda, nas proximidades de supermercados e na frente do Hospital de Caridade, ambos no centro de Erechim.
É certo que com a chegada das festas de final de ano o número de pedintes e vendedores de paçocas aumentam. Não sei se o Conselho Tutelar e a Secretaria de Cidadania têm conhecimento destes pedintes em nossa cidade ou se há alguém explorando o trabalho infantil, mas a “falta de uma política pública”, contribui para o aumento do trabalho nas ruas.

Por Egidio Lazzarotto

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