Lideranças femininas buscam viabilizar casa de acolhimento regional para mulheres vítimas de violência

Na última sexta-feira (24), diversas lideranças femininas se reuniram na sede da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau) para tratar de um assunto de enorme importância e cada vez mais necessário: o enfrentamento à violência contra mulheres e a viabilização de uma Casa de Acolhimento Regional a fim de amparar e proteger vítimas. Em dezembro, foi realizado na Câmara Municipal de Vereadores de Erechim o I Encontro Regional de Lideranças Femininas, no qual foi constituída uma comissão de articulação para levantar as demandas e necessidades da região a respeito do tema em questão.

Dentre as lideranças, participaram da reunião a vereadora Sandra Picoli (PCdoB); a presidente do Colegiado das Primeiras Damas da Amau, Rosmari Schmidt; a juíza da 2ª Vara Criminal da Comarca de Erechim, Lilian Paula Franzmann; a delegada especializada no atendimento à mulher, Raquel Kolberg; a secretária municipal de Assistência Social Linir Zanella; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM), Carmencita Fernandes; a representante do Conselho Municipal de Políticas Antidrogas (COMAD), Dionara Deon Venâncio; a psicóloga e representante do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Centenário, Sinara Butrinoski; a representante do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, Dirce Kozak; a representante do Coletivo Por Todas, Angela Trierveiler; e a vereadora de Getúlio Vargas Deliane Ponzi. De acordo com a parlamentar erechinense, é urgente que sejam tomadas providências quanto à efetivação da casa de acolhimento, já que muitas mulheres ficam sem alternativas quando precisam deixar seus lares em razão da violência doméstica. “Precisamos sensibilizar os líderes de nossa região quanto a essa necessidade. O grande objetivo é ter essa casa em funcionamento, seja em Erechim ou em algum município vizinho”, observa.

Sandra destaca, no entanto, que, apesar da organização da comissão e de todo o apoio recebido de entidades, coletivos e da própria Amau, trata-se de um processo que demandará muito diálogo e negociação entre os municípios. “Todo diálogo é positivo, mas sentimos que não será fácil, pois dependemos do Poder Executivo, mas o encaminhamento foi que a Amau abrirá um espaço para que essa comissão possa falar para prefeitos e secretários de Assistência Social, explicando a importância para que consigamos construir isso o mais rápido possível”, avalia a vereadora, esperando que o poder público faça sua parte. “Com um pouco de cada município não se torna caro, mas é de fundamental importância que todos ajudem, já que é dever dos gestores públicos implementar políticas públicas de combate a esse tipo de violência”, conclui.

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