Setembro Verde – Mês de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos

O Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos é celebrado em 27 de setembro. O foco principal da data é conscientizar a população sobre a importância de ser um doador, e como este gesto pode ajudar milhares de pessoas que aguardam a oportunidade única de salvar ou melhorarsuas vidas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Doação de Órgãos, o número de doadores teve queda no primeiro trimestre de 2020. No Rio Grande do Sul, em 2020 ocorreu uma diminuição dos transplantes realizados em relação à 2019, devido há motivos diversos dentre eles há um período em que apenas Transplantes de Emergências puderam acontecer. No mês de Setembro esta situação foir normalizada.

A pandemia prejudicou os diversos processos a captação e a doação de órgãos também foi atingidas pois critérios mais rígidos foram adotados devido à Pandemia COVID-19. Houve diminuição no número de transplantes de fígado, rim, coração, pâncreas e, de forma mais acentuada, córneas. Em 2019 foram realizados no Rio Grande do Sul, 726 transplantes de córneas, enquanto apenas 186 transplantes de córneas foram realizados até o mês de agosto de 2020, segundo os dados da Central de Transplantes do RS. O tempo de espera por uma córnea voltou a aumentar, com o consequente aumento de inclusões de pacientes candidatos na Lista de Espera.

A Córnea é uma membrana transparente que reveste o olho, sendo a primeira interface que a luz atravessa no globo ocular.  

O transplante de córnea é um procedimento cirúrgico no qual a córnea doente ou danificada é substituída por outra córnea saudável de um doador.

As principais alterações na córnea que exigem a realização de um transplante para recuperar a visão são o Ceratocone avançado e a distrofia do endotélio. O Ceratocone é uma doença degenerativa progressiva da córnea. Está associada à baixa de visão, geralmente por alta miopia e astigmatismo. Caracteriza-se pelo aumento da curvatura corneana, associado ao afinamento da córnea e a formação de cicatrizes em casos mais avançados.

A Distrofia de Fuchs, também conhecida como córnea Guttata, é uma patologia que acomete a córnea de modo lento e progressivo fazendo com que as células da camada mais interna da córnea, o endotélio, morram.

Assim que diagnosticado com alguma dessas patologias pelo médico oftalmologista, e tiver a indicação ao transplante, o paciente é inserido na Lista Única de Transplante do Rio Grande do Sul e fica no aguardo de receber a córnea, que é destinada pela Central de Transplantes seguindo seus critérios.

Poucos sabem, mas a córnea é um tecido que pode ser doado após a morte (a captação pode ser feita até 6 horas após a parada cardíaca). Em seguida ela será preservada e poderá ser transplantada num período máximo de 15 dias.

Segundo o Dr. Fábio Vaccaro, especialista em Córnea, responsável pelos transplantes e diretor técnico do Instituto de Olhos Santa Luzia, o Transplante de Córnea é um procedimento seguro e eficaz utilizado em casos avançados onde outros tratamentos já não conseguem mais reverter u estabilizar a doença.

Destaca também, que o Instituto de Olhos Santa Luzia possui uma estrutura preparada para realizar Transplante de Córnea, além disso tem como objetivo reforçar a importância e necessidade da doação para que outras pessoas tenham a chance de ver o mundo com mais clareza e melhorar a qualidade de vida.

Por isso é importante conversar com a família e deixar claro o desejo da doação dos seus órgãos. “Conscientizar essa família sobre a importância da doação é o caminho, para que no final eles possam abraçar esse desejo e proporcionar a outras pessoas a alegria de voltar a fazer atividades simples, como respirar, enxergar e exercitar-se, melhorarandoassim a qualidade de vida.

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