Diretoria da Fecomércio-RS assume nova gestão e elenca próximos desafios

Presidente do Sindilojas Alto Uruguai também tomou posse na solenidade festiva

A nova diretoria da Fecomércio-RS que comandará a entidade no período de 2018-2022 foi empossada em cerimônia festiva na noite de segunda-feira (23), em evento no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. Autoridades, representantes do setor terciário do Rio Grande do Sul e convidados prestigiaram a cerimônia que marcou o início da gestão da presidência e da nova diretoria à frente da entidade. O presidente do Sindilojas Alto Uruguai do Alto Uruguai, José Gelso Miola, foi empossado no cargo de Diretor da Federação nesta gestão. Miola também já assumiu como um dos seis membros titulares da Comissão Permanente do Varejo do Sistema Fecomércio.

Em seu discurso de posse para 400 pessoas, o empresário Luiz Carlos Bohn fez uma retrospectiva das ações realizadas ao longo dos últimos quatro anos, destacando, entre elas, a manutenção dos canais de comunicação e diálogo com empresários, governo e setor sindical, reforçando que essa continuará sendo uma lógica de sua gestão nos próximos quatro anos. Ainda no âmbito do resgate, Bohn enumerou os pontos principais trabalhados no ciclo anterior, com destaque para a implementação de um programa de eficiência administrativa e financeira visando elevar receitas e reduzir gastos sem comprometer a qualidade de serviços; e ampliação da atuação política da Fecomércio-RS junto a entes como União, Estados, municípios e à sociedade gaúcha. A nova sede do Sistema Fecomércio-RS, que integrou o plano de ação no primeiro mandato de Bohn, será consolidado no segundo semestre de 2019 com a entrega do complexo localizado na Zona Norte da capital gaúcha. “Esse é um investimento de R$ 230 milhões para o comerciante gaúcho, para Porto Alegre e para o Rio Grande do Sul”, afirmou.

No entanto, o presidente da Fecomércio-RS afirmou que mais importante do que obras físicas, foram os inúmeros posicionamentos defendidos pela entidade junto aos governos do Estado e federal. “Nos posicionamos de forma pública sobre pontos polêmicos e de grande interesse da sociedade gaúcha”, afirmou Bohn, exemplificando temas como a reforma trabalhista, a carga tributária, o combate à pirataria e a racionalização da máquina pública. “Nos próximos quatro anos, nossa atuação sobre questões de interesse público será ainda mais forte”, disse Bohn, comparando a busca pela maior eficiência à tarefa de Sísifo, personagem mitológico que foi condenado por deuses a fazer um trabalho repetitivo, tendo que rolar uma grande pedra até o cume de uma montanha. “Toda vez que ele se aproximava do topo, a pedra rolava para baixo novamente. Da mesma forma é o nosso trabalho em busca da eficiência financeira e administrativa: nunca deve terminar”, garantiu Bohn.

Como fator adicional às prioridades da Fecomércio-RS para a próxima gestão está o de garantir a sustentabilidade financeira do sistema sindical brasileiro – especialmente dos 109 sindicados empresariais vinculados à federação impactados com as novas regras da Reforma Trabalhista no que tange à contribuição sindical. Para fazer frente a esse novo cenário, a Fecomércio-RS elencou três grandes ações para serem fortalecidas na nova gestão. “Precisamos reforçar nossa representação política na defesa dos interesses dos empreendedores gaúchos junto ao poder público. É preciso que o empresário enxergue seu sindicado e a federação como instrumentos que tragam melhorias ao seu ambiente de negócios”, afirmou o presidente. Além disso, destacou ele, será buscada mais efetividade nas negociações trabalhistas e divulgadas, com mais ênfase, as experiências bem-sucedidas de muitos sindicatos que conseguem agregar serviços e valorizar seus associados.

No final de seu discurso, Luiz Carlos Bohn criticou a grande interferência do Estado no ambiente de negócios do setor privado, atentando para a necessidade de um “choque de capitalismo” e de um “choque de liberdade” no país. Segundo ele, nos últimos anos governantes adotaram a estratégia equivocada de ampliar o tamanho e a interferência estatal na economia e na vida das pessoas. “O Estado se agigantou, passou a ser um entrave ao desenvolvimento nacional. Hoje temos um déficit público insustentável e um excesso de regulamentações que nos impede de crescer”, pontuou o dirigente. De acordo com o presidente da Fecomércio-RS, é preciso mais liberdade de mercado para permitir que a economia ganhe em eficiência e produtividade.

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