Fiscalização suspende atividades em abatedouros

Há cerca de 20 dias o cenário da carne bovina e suína passou por modificações em Erechim. Hoje a Secretaria de Agricultura conta com um quadro técnico de seis veterinários e convênio com o Ministério da Agricultura, desta forma, mantém com rigor as supervisões e inspeção de abatedores. Conforme o secretário de Agricultura, Leandro Basso, na última supervisão a secretaria foi avaliada positivamente quanto ao trabalho prestado, mas com ressalva no que se refere aos abates. “Assim que assumi a secretaria, percebi que várias adequações precisavam ser feitas nos abatedores. Fiquei um ano conversando com os proprietários, dando prazo para enquadramento, mas algumas coisas não evoluíram, então tomamos à medida que nos cabe, a suspensão dos serviços”, explicou Basso.

Abatedouro do Patronato permanece desativado
De acordo com o secretário já foram efetuadas reformas na planta na saída para Getúlio Vargas e a do Patronato não sofreu praticamente nenhuma adequação, então ficará desativado. “Por outro lado temos boas notícias, na segunda-feira realizamos mais uma supervisão a pedido de alguns proprietários e a informação que tenho é de que nesta sexta ou, início da semana que vem, os abates voltam a acontecer. É claro, sem esquecer a nossa reivindicação, o aperfeiçoamento dos profissionais quanto às boas práticas de manejo do animal e da carne. A suspensão das atividades visa preservar a qualidade da carne e consequentemente a saúde da população. Não gostaríamos que tivesse sido assim, mas algumas medidas enérgicas precisaram ser tomadas para que a adequação ocorresse”, disse o secretário.

“Quero que as unidades voltem a funcionar e sejam ampliadas”
Atualmente 1000 cabeças de gado e pouco mais de mil de suínos são abatidas por mês em Erechim. Essa carne é consumida na cidade, a de suíno principalmente, pois faz parte da cadeia das agroindústrias que trabalham com embutidos. Com a suspensão dos serviços, alguns produtores recorreram ao Vendrame de Mariano Moro e Aratiba, dois abatedores que tem Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Animal (SUASA). Ainda, os suínos são encaminhados para Pontão e bovinos para Marau e Passo Fundo. “Não chegou haver falta do produto, pois foi uma suspensão planejada, comunicada com antecedência. Quero que as unidades voltem a funcionar e sejam ampliadas, retomando também o abate de ovinos e caprinos. Hoje, o Alto Uruguai tem dificuldade em abater, por isso as adequações se fazem necessárias”, finalizou Basso.

 

Por Carla Emanuele

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