Aprovada lei que proíbe o uso de canudos de plástico em estabelecimentos de Erechim

Na sessão ordinária realizada na última segunda-feira (25), os representantes do Poder Legislativo erechinense aprovaram por unanimidade um projeto de lei de autoria do vereador André Jucoski (PDT). De acordo com a legislação, fica proibida a utilização de canudos de plástico em estabelecimentos comerciais de Erechim, tais como restaurantes, bares, lanchonetes, ambulantes e similares. Os mesmos, caso desejem apresentar uma alternativa ao consumidor, como canudos biodegradáveis, comestíveis e/ou reutilizáveis, embalados, quando necessário, com material semelhante.

Tal iniciativa, de acordo com o parlamentar autor da lei, visa causar um menor impacto ecológico, já que o plástico é considerado uma das substâncias mais nocivas ao meio ambiente e que mais levam tempo para se decompor: mais de 400 anos. “O material não biodegradável não se decompõe de maneira natural, e é altamente poluente caso incinerado. Utilizar e consumir itens reutilizáveis e biodegradáveis sempre que possível pode ajudar a reduzir drasticamente a quantidade de lixo acumulado em aterros sanitários, beneficiando assim o ecossistema e nossa saúde”, afirma Jucoski.

Em relação ao canudo de plástico especificamente, o vereador questiona sua funcionalidade e custo-benefício, já que possuem uma vida-útil curta e, em compensação, custam a se decompor. “O uso maciço de canudos plásticos tornou-se o foco de preocupação de ambientalistas e formuladores de políticas públicas em defesa do meio ambiente. Temos que ter essa consciência, elaborar estratégias ou tentar criar soluções na redução de práticas negativas ao meio ambiente”, observa, reforçando que o impacto financeiro causado pela adaptação à lei não deve ser tão oneroso, uma vez que o canudo de plástico custa em média R$ 0,10 a unidade, e o biodegradável, R$ 0,25.

“Este projeto foi criado para, neste primeiro momento, minimizar estes impactos causados pelos canudos plásticos, que correspondem a 4% do lixo plástico gerado, e abrirmos uma porta para discussões sobre o uso inconsequente deste material”, completa Jucoski. Após a aprovação no plenário, a lei precisa, agora, ser sancionada pelo Poder Executivo.

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