Bombeiros e cães do Rio Grande do Sul auxiliarão no resgate de vítimas em Minas Gerais

Operação é considerada mais complexa do que a de localização de corpos em um soterramento, já que a lama isola o odor e atrapalha os cães

Uma equipe de bombeiros e cães farejadores do Rio Grande do Sul irá auxiliar no resgate das vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. Serão enviados dez homens com experiência em resgate e cinco cães. A oferta de auxílio foi feita pelo governador gaúcho, Eduardo Leite, que ligou para o governador de Minas, Romeu Zema.

A maioria dos cães são da raça labrador. Três deles são dos bombeiros de Porto Alegre e outros dois de Santa Maria. A operação é considerada mais complexa do que a de localização de corpos em um soterramento, já que a lama isola o odor e atrapalha os cães.

— A lama tranca o odor. Por isso, o cão define o quadrante de busca e o homem tem que ir perfurando o solo e colocando um cano para que o animal consiga sentir o odor — explica o major Ingo Vieira Ludke, comandante da Companhia Especial de Busca e Salvamento (CEBS), encarregado de planejar a operação de auxílio.

De acordo com comandante do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel César Eduardo Bonfanti, o comandante dos bombeiros em Minas (com quem mantém contato) explicou que, para o atual momento, a estrutura montada é considerada boa, com 14 aeronaves e dezenas de socorristas. No entanto, após as 72 horas iniciais da tragédia, quando dificilmente ainda haverá sobreviventes, será necessário mais ajuda para a localização de corpos.

Segundo Ingo Vieira Ludke, as equipes já estão prontas e o material separado para ir até Brumadinho. O comando do Corpo de Bombeiros ainda acerta como e quando será feito o deslocamento. A probabilidade maior é que ele seja feito em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Fonte: Gaúcha ZH

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