Novo presídio para Erechim pode demorar

Secretário da Segurança do RS, Cezar Schirmer, abordou o assunto durante participação em reunião da AMAU, no final da tarde desta quarta-feira, em Erechim

Prefeitos da AMAU (Associação de Municípios do Alto Uruguai) realizaram reunião no final da tarde desta quarta-feira, 25 de julho, com participação do secretário da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer. O encontro contou com a participação de juízes da Comarca de Erechim, Ministério Público, Polícia Civil, Consepro, vereadores e Brigada Militar. Na oportunidade, prefeitos e autoridades apresentaram as demandas da região para o setor.

Um dos assuntos mais discutidos foi a possibilidade de construção do novo presídio em Erechim e as informações não foram muito otimistas. De acordo com o secretário, o valor dos terrenos apresentados até agora, dentro da proposta de permuta (empresa ficaria com áreas do Estado no município em troca da construção da penitenciária) não cobrem as despesas para realização da obra.

Conforme relatou, a construção de um presídio com 600 vagas custaria R$ 36 milhões e os terrenos apresentados na proposta valeriam pouco mais de R$ 22 milhões, entre eles estariam as áreas do Daer, da atual penitenciária e da Coordenadoria Regional de Educação. “As outras áreas apresentadas são muito pequenas. Avaliar e colocar para negociar levaria muito tempo”, disse Schirmer.

Outro assunto abordado foi a ampliação e melhoria do Posto do IGP (Instituto Geral de Perícias) em Erechim. O secretário garantiu que o efetivo aprovado no último concurso público já está em treinamento e que parte dele virá para a região. Termo de Cooperação assinado no último dia 13, daria garantia da vinda de dois médicos e mais dois peritos para o município.

Durante a reunião o secretário falou ainda do Programa SIM (Sistema de Segurança Integrada com os Municípios), implantado pelo governo estadual buscando unir esforços entre instituições federais, estaduais e municipais e a sociedade civil organizada para o enfrentamento da violência e da criminalidade e disse que o Alto Uruguai é a área com menor número de cidades que aderiu ao sistema. Também citou que na queda dos índices de criminalidade divulgados recentemente pelo Estado, a região estaria entre aquelas em que menos houve redução.

 

Por Alan Dias

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