Uma condenação para defender a região

Na última quinta-feira (15), foi divulgada a informação de que o ex-prefeito Paulo Alfredo Polis, foi condenado a pagar seis salários mínimos por ter ameaçado decretar de utilidade pública os dois frigoríficos da Cotrel que foram a leilão. A medida foi adotada por Polis após aparecer um suposto comprador para as áreas, que ninguém sabia de onde era ou qual seria o interesse deste na compra.

Eu vinha acompanhando todos os episódios que envolviam os frigoríficos e no dia do leilão, quando apareceu este suposto comprador, as conversas no local apontavam que a empresa que compraria só estava interessada nos fomentos e se a negociação fosse concretizada, a produção de aves e suínos seria levada para outra cidade.A cidade de Erechim há pouco havia passado pela venda da indústria de balas Boavistense e depois de o negócio ter sido concretizado, os compradores levaram embora a empresa, deixando centenas de desempregados em nossa cidade.

O município também vivia uma onda desemprego que levaram à Recuperação Judicial da Comil, da Intecnial e de outras empresas, então, restou ao prefeito tentar manter os empregos em Erechim e até em outros municípios da região, decretando os dois frigoríficos como de utilidade pública e assim, a justiça entendeu que o ato causou prejuízo a União.A demissão de mais de três mil trabalhadores em Erechim, além dos outros tantos demitidos em diferentes empresas, levaria ao caos quase total na cidade. Por isso, o ato de Paulo Polis, decretando os frigoríficos como de utilidade pública, e que o levou a ser condenado, pode ser considerado um troféu no seu currículo. Imagino que a própria justiça deve ter ficado “constrangida” ao aplicar essa sentença, mas a lei é feita para ser cumprida, não importa se em alguns momentos se torne injusta.

Por Egidio Lazzarotto

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