Egito: uma viagem transcendente

 Há experiências na vida em que o tempo fica suspenso, em que encontramos serenidade e paz, quando sentimos simplesmente que somos e estamos vivos.

                Assim é o Egito, descreve a promotora de Justiça da comarca de Erechim, Karina Denicol – que acaba de voltar de lá..

                Segundo Karina, uma mulher que já conhece diversos lugares do mundo, o Egito é um país deslumbrante, com uma civilização que durou mais de três mil anos.

‘               Ao nos deparamos com imensas pirâmides, esfinges, múmias e tantos monumentos sublimes, sentimos que os egípcios antigos ainda estão lá, vivendo em cada hieróglifo, em cada templo, nos papiros, em cada objeto deixado para a história e para nós, pequenos admiradores da magnitude dessas obras’, revela.

                Para Karina, é possível sentir que os antigos egípcios ainda estão presentes – falando conosco através de sua escrita e imagens, de suas marcas cheias de simbolismo. “Muito além do encantamento com a beleza das construções, vemos mensagens dos egípcios, que parecem ter sido grafadas para que pudéssemos entrar em suas vidas. Eles nos contam sobre seus valores, reis e faraós, sua religião, oferendas, cotidiano. Contam de guerras e conquistas. De adorações. De inveja. De intrigas. Dessa forma, eles deixaram suas pegadas silenciosas para a eternidade”, pontua a promotora – para quem conhecer o Egito é mais que apreciar monumentos. É ouvir, suavemente, o que o passado nos diz. É se deixar perpassar pela grandiosidade histórica e atual de pessoas que nos antecederam, e que nos conduziram ao que somos hoje.

                “Os egípcios foram grandes, foram sábios, foram criativos e, acima de tudo, foram como nós”, resume. Podemos nos ver naqueles símbolos, que nos chegam como cartas em garrafas jogadas ao mar. Assim são as impressionantes inscrições gravadas nas pedras, que despertam fascínio.

                Os egípcios realizaram feitos magníficos, com poucos recursos técnicos. Construíram templos, talharam obeliscos de mais de 30 metros em granito e os carregaram por quilômetros. Esculpiram seus faraós e deuses em estátuas monumentais, usando instrumentos precários. Prepararam suas múmias para se encontrarem com os deuses. Conheceram astronomia, arquitetura e medicina.

                O Egito é um encontro entre passado e presente, em um tocante diálogo com o que hoje somos. Essas vozes consonantes marcam profundamente, como se fôssemos também um hieróglifo, escrito em um parede, visando o eterno.

                Conforme Karina, o Egito nos traz a nós mesmos.

Por Salus Loch 

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