Em meio a dificuldades financeiras, o maior patrimônio do Banco de Sangue são os doadores

Na última semana em entrevista à Rádio Cultura, o Administrador do Banco de Sangue de Erechim, Alexandre Bisognin Lyrio, acompanhado da enfermeira-chefe, Gelciane Pavan, falaram sobre o comprometimento dos doadores e dificuldades financeiras.

A comunidade erechinense é conhecedora que o Banco de Sangue passou por momentos difíceis ao longo do tempo e seus administradores incessantemente buscaram e buscam, alternativas para mantê-lo de portas abertas.

“O Banco de Sangue é uma instituição privada, filantrópica, sem fins lucrativos, então, isso nos limita a área de atuação, principalmente comercial. Atendemos os 32 municípios da AMAU, cinco hospitais públicos e toda a rede privada. Nesse mundo que atuamos estamos com bastante dificuldade, porque a receita é limitada. Nosso maior cliente é o SUS e ele, nos paga menos do que o nosso custo operacional. Com isso, hoje quem mantém as portas abertas do banco de sangue é Erechim e os municípios da região”, disse Lyrio.

Já com relação aos doadores, Gelciane explicou que 60% são assíduos e ajudam manter os estoques/geladeiras cheias. “Através das campanhas e doadores conscientes conseguimos manter nossos estoques e por isso, temos um Banco de Sangue muito feliz, essa palavra o define”, assegurou a enfermeira.

Para Lyrio o Banco de Sangue de Erechim é um caso a ser estudado, por ser um dos únicos com expressivo número de doadores fidelizados, não só na tipagem de sanguínea comum, mas principalmente os negativos. “Isso é fruto da fidelização, da consciência da população, nosso maior patrimônio são os doadores”, afirmou Lyrio.

O acidente com os torcedores do Pelotas foi um exemplo que o Banco de Sangue consegue atender a demanda. “O triste episódio com a torcida do Pelotas foi um teste. Não sabíamos o número de feridos, mas estávamos com a nossa equipe pronta, aguardando para dar suporte aos hospitais e foi a contento”, comentou o administrador.

Pensando em fatos como este que não dá tempo para verificar o tipo sanguíneo de cada pessoa, Gelciane disse que o Banco de sangue está sempre pronto com no mínimo 25 unidades de O-.

Por Carla Emanuele

Seja você um doador e confira a entrevista na íntegra.

 

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