Comportamento no trânsito e nos supermercados é muito semelhante

É possível notar uma incrível (e preocupante) semelhança no comportamento das pessoas dentro dos supermercados e no trânsito da cidade, por exemplo, é comum encontramos no interior de um supermercado alguém empurrando seu carrinho pelo meio do corredor ou amigos andando vagarosamente lado a lado, em uma descontraída conversa e impedindo a passagem de quem vem de trás, situações muitas vezes vista também nas principais avenidas e ruas da cidade.

Outra semelhança se nota naqueles que largam seus carrinhos no meio do corredor, não em um lado ou outro, no meio, e vão escolher seus produtos. E claro, tem os que estão com pressa e saem batendo nos carrinhos dos outros, reclamando e ofendendo. Nada muito diferente do que se vê em nosso trânsito

Ainda tem o pessoal que dentro do mercado resolve parar para conversar bem na curva ao final do corredor, você faz a conversão com o carrinho e dá de frente com o grupo bloqueando a passagem. E muitas vezes não basta mostrar que você gostaria de passar, é preciso pedir licença e ganhar um olhar de indignação por atrapalhar o bate-papo. Tal situação me lembra o comportamento de alguns pedestres, que atravessam a rua lentamente, em diagonal ou param sobre a faixa para conversar e ainda te olham com cara feia, mesmo quando você aguarda pacientemente.

Nos caixas também é possível encontrar semelhanças de comportamento, por exemplo, nos preferenciais para idosos e gestantes, as filas geralmente são formadas por pessoas fora destas especificações, até se vê idosos e gestantes, mas aguardando o andamento normal, até aparecer algum fiscal e colocar ordem na casa. O mesmo acontece no trânsito, muitos condutores estacionam nas vagas para idosos e deficientes, até que surge a fiscalização, e aí ficam brabos. Também tem aqueles caixas só para cestinhas, algo completamente ignorado nos dias de movimento nos mercados.

Então, talvez, se mudarmos nosso comportamento nos supermercados, também alcancemos melhorias no trânsito.

Por Alan Dias 

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