Equipe do IFRS de Erechim, apoiada pela Cavaletti, conquista prêmio de carro mais eficiente da América Latina

A parceria vem desde 2015, onde o objetivo vai além de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, pois visa contribuir para os desafios sociais, acadêmicos e tecnológicos da atualidade

Percorrer longas distâncias consumindo a menor quantidade de combustível possível. Além de um sonho para muitos brasileiros que utilizam automóveis ou o transporte público para locomoção, esse é um desafio que, durante quatro dias, tira o sono de centenas de futuros engenheiros brasileiros e do exterior que se reúnem anualmente na maior competição de eficiência energética da América Latina, a Shell Eco-marathon. Na edição deste ano, que ocorreu entre os dias 8 e 11 de outubro, no Rio de Janeiro, os estudantes testaram seus veículos e competiram entre si em três categorias: gasolina, etanol e bateria elétrica. A equipe Drop Team, formada por estudantes do curso de Engenharia Mecânica do Campus Erechim do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), conquistou o primeiro lugar entre os 19 competidores da categoria de combustão interna a gasolina: o veículo projetado pelo grupo percorreu incríveis 424,9 quilômetros com apenas um litro de combustível.

Na edição do ano anterior, os estudantes do Campus Erechim do IFRS já haviam alcançado uma marca notável. Foram 240,3 quilômetros por litro de gasolina, o que garantiu o terceiro lugar na competição e o título de carro mais eficiente do Rio Grande do Sul. De lá para cá, a equipe buscou melhorar tecnicamente o veículo para superar o resultado anterior. “Acredito que o fator determinante para atingir a marca [neste ano] foi o trabalho desenvolvido pela equipe para garantir o melhor alinhamento possível e reduzir o atrito na rolagem. Além disso, foram realizadas diversas melhorias nos sistemas, especialmente no de transmissão”, conta o professor e coordenador do projeto Airton Campanhola Bortoluzzi. O aperfeiçoamento do veículo realizado pela equipe representou uma evolução superior a 75% em relação ao desempenho energético de 2017.

De acordo com o estudante de Engenharia Mecânica e capitão da Drop Team, Gabriel Salini, a tarefa de projetar, construir e pilotar um veículo supereficiente em termos de energia possibilita a vivência de diversas dificuldades que transcendem o universo mais imediato da sala de aula. “Há desafios como a busca por recursos e serviços frente a patrocinadores e apoiadores, gerenciamento de pessoas e recursos, logística, limitações na fabricação devido a maquinário, ferramental e material”. Desse modo, para o estudante a iniciativa representa ao futuro engenheiro uma oportunidade única de confrontar-se com situações comuns à profissão, mas que do contrário só poderiam ser experimentadas após formado. “O projeto é o complemento perfeito para os conhecimentos apresentados em classe visto que é capaz de adicionar variáveis no processo de aprendizagem que um discente comum só irá visualizar no mercado de trabalho”, completa.

Com a conquista do primeiro lugar, a equipe recebeu como prêmio a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), que deverá auxiliar sua participação na competição nos Estados Unidos em 2019. A Drop Team é formada ainda pelos estudantes Alysson Lucas de Souza, Carlos Eduardo Lopes Costa Monte-Alto, Diego Biazin da Silva, Isabella Dufloth Menegatti, Izequiel Balsanelo, Jean Carlos Jacuboski, Leandro Bloss, Matheus Pedro Confortin e Murilo Burin.

 

Sobre a Shell Eco-marathon

A iniciativa teve início em 1939, quando funcionários da companhia nos Estados Unidos fizeram uma disputa sobre quem conseguiria percorrer a maior distância possível com a mesma quantidade de energia. Em 1985, a competição se tornou oficial. Desde então, ela se expandiu para outros dois continentes, Ásia e Europa, incluindo categorias em diversos tipos de combustíveis. Em 2016, a competição teve a sua estreia na América Latina, na cidade de São Paulo, e desde o ano passado é realizada no Rio de Janeiro.

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