O impacto econômico do coronavírus para os brasileiros

Você sabe por que razão a Bolsa de Valores cai com os reflexos de uma pandemia? O coronavírus está a fazer com que os consumidores se mantenham em casa para se protegerem da transmissão da doença e com que as empresas suspendam suas atividades por precaução. Esse tipo de reação gera um efeito dominó na economia, que desacelera. Desta forma, as empresas têm lucros menores para distribuir aos seus acionistas, também fazendo, consequentemente, com que diminua a compra de ações.

Mas o pânico nunca é um bom conselheiro. A maioria dos especialistas dos mercados de ações recomendam aos investidores que não façam nada no calor do momento, por medo. Saiba que se você vender suas ações em queda, não vai recuperar o prejuízo.

Quando essa crise passar e a Bolsa se recuperar, quem ficar com suas ações vai evitar perdas. Para investir em ações agora, é necessário que se pense a longo prazo. Operações que levam em conta apenas a tendência diária ou semanal, visando lucros rápidos, devem ser evitadas.

O impacto na economia brasileira

A pandemia do Covid-19 gerará impactos “significativos, prolongados e generalizados” na atividade econômica brasileira, com alto risco de crise aguda nos campos econômico e social, segundo análise realizada pela Mapfre Brasil.

O estudo indica que, para mitigar esses efeitos adversos, a reação da administração de Jair Bolsonaro deve ser “rápida e vigorosa”, coordenando de maneira abrangente e intensiva os recursos e esforços.

O diretor financeiro da Mapfre, Óscar García-Serrano Jiménez, explicou que a disseminação da pandemia gerou incerteza sobre as perspectivas da economia mundial e que elas não impactarão o Brasil “levemente”.

Diante desse cenário, são esperadas quedas na arrecadação de impostos e expansão dos gastos públicos em programas sociais, como o auxílio emergencial, além de repercussões na oferta e na demanda e, consequentemente, nos preços.

Por outro lado, o relatório destaca que, embora a luta contra a pandemia exija um aumento significativo nas despesas com saúde, elas devem ser as quantias necessárias para salvar o maior número possível de vidas.

Nesse contexto, as reduções nas taxas de juros pelo Banco Central são boas notícias, bem como a disponibilidade de importantes reservas internacionais, que são uma vantagem em controlar melhor essa crise do que as anteriores. O pacote de resgate econômico elaborado pelo país é liderado pelo Banco Central, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Atualmente, pouco se sabe sobre a doença. Embora as autoridades de saúde pública ainda estejam avaliando os impactos médicos do vírus, juntamente com certas características-chave, como o período de incubação, acreditamos que o impacto econômico dependerá de como o público reagirá ao vírus. A reação do público pode permitir que a doença se espalhe mais rápida e amplamente, ou criar custos desnecessários.

O presidente Jair Bolsonaro vem criticando e se opondo às medidas de isolamento que a maioria dos países está aplicando. Ele vem incentivando o fim da quarentena que os estados implementaram, afirmando que o impacto econômico será pior que a própria pandemia.

A OMS afirma que o distanciamento social é a chave para minimizar o contágio. Não é um exagero, pois estamos enfrentando uma pandemia global muito séria.

Seja em relação à economia ou ao fator emocional, o fato é que o mundo não está pronto para enfrentar este tipo de adversidade, sem perdas.

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