Estado já possui 81 municípios em emergência devido à estiagem

Perdas nas lavouras de milho já estão mais consolidadas, explica federação das cooperativas agropecuárias

Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil, já são 81 municípios do Rio Grande do Sul que decretaram situação de emergência devido à estiagem. Outras 11 localidades estão registradas no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, obtendo o reconhecimento de situação de emergência.

No total, 91 cidades já tiveram perdas causadas pela falta de água. Em algumas localidades, a seca prejudicou até 90% da cultura, como em Ernestina, onde se estima que a falta de chuva tenha comprometido entre 80% e 90% da área de milho; 95% do território ocupado por pastagens; e entre 50% e 60% da soja precoce.

Nesta quarta-feira, 10 dias depois do primeiro levantamento, a Rede Técnica Cooperativa (RTC), a pedido da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro-RS), apresentou uma segunda estimativa das perdas com a estiagem na safra gaúcha. Com isso, na soja, a redução fechou em 18,9% e, no milho, em 30% nesse estudo.

No levantamento anterior, de 7 de janeiro, as perdas na cultura da soja eram estimadas em 13% enquanto no milho o valor era de 33%. A análise, antes feita de forma linear, agora considera uma média ponderada em uma área pesquisada de 3,2 milhões de hectares de soja e 337 mil hectares de milho. Foram consultadas 22 cooperativas que compõem a RTC.

No caso do milho, houve uma avaliação mais detalhada, que mostrou algumas regiões, como a das Missões e de Santa Rosa, por exemplo, com boas áreas e pouca quebra, o que fez com que as perdas, em relação ao primeiro levantamento, diminuíssem o percentual. Quanto à soja, segundo o estudo, houve o inverso, com quedas mais acentuadas em regiões tradicionais de plantio muito intenso aumentando as perdas até o momento para 18,9%, ou seja, praticamente 50% a mais de prejuízos que o levantamento anterior.

A FecoAgro-RS lembra sempre que esse quadro de perdas, principalmente da soja, pode ser agravado se, para a frente, houver condições de clima desfavoráveis. Já no milho, os números estão mais consolidados, já que o Estado tem uma boa parte de área colhida e a maioria das perdas – onde houve – já está definida.

Fonte: Jornal do Comércio 

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