Agressão contra animais: não é brincadeira e não é divertido

Ensinar as crianças desde cedo a respeitar e cuidar, da maneira certa, dos bichinhos é um dos caminhos para a conscientização

“Amarrar no rabo”, “Colar fita adesiva”, “É só uma brincadeira”. Muitas vezes, essas frases são ditas de forma descontraída, sem intenção de prejudicar ou de desrespeitar. Entretanto, o bem-estar animal não é uma “brincadeira” de criança e precisa ser levado a sério.

Os bichinhos são vítimas dos mais diversos tipos de violência em vários lugares do mundo. Algumas pessoas são maldosas gratuitamente com cães, gatos e outros animais de estimação (ou não) simplesmente por julgarem que estes seres vivos não possuem sentimentos. Outros indivíduos acreditam que o sacrifício e o uso de animais de qualquer raça em atos de violência, pode ser realizado sem se preocupar com a consequência jurídica dos mesmos.

Hoje temos leis e penalidades específicas para o bem-estar animal. Crueldades com os nossos amigos de quatro-patas não serão toleradas e a sociedade está se conscientizando disso. Uma onda fervorosa de internautas reagiu ao vídeo da pobre cadelinha morta pelo segurança de uma rede varejista, e desde então muitos outros casos entraram em cena, com denúncias ficando cada vez mais frequentes.

Entretanto, a conscientização sobre os direitos dos animais não precisa chegar a um ponto que algum necessita morrer para virar um mártir. A educação de crianças, o convívio desde pequeno com os bichinhos e também o incentivo à maneira correta de brincar e interagir com eles permite que jovens cresçam sabendo o que é correto a se fazer. Uma possibilidade é também explicar o ponto de vista do animal, criando, assim, uma maior empatia da criança e adolescente pelo respeito e espaço do bicho.

Essa é a proposta do livro “O diário do Erasmo”, escrito pelo autor Robson Cuer. Apaixonado por animais, ele produziu uma história encantadora, permitindo que pais interajam com seus filhos, e também ensinem sobre o bem-estar animal. Narrado segundo ponto de vista do cãozinho Erasmo, um filhote sem raça definida e ainda muito novinho para conhecer o mundo, os leitores (jovens e adultos) poderão se emocionar com as aventuras que o cachorrinho irá passar.

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