Virose: conheça as causas e previna que seu pet se contamine

A melhor forma de prevenir doenças é manter a vacinação do seu melhor amigo em dia. Só assim seu pet estará imunizado e protegido contra as viroses mais frequentemente acompanhadas na rotina da clínica de pequenos animais. O médico veterinário da Tropical Clínica Veterinária, Wagner De Marco Dezordi, alerta que tão importante quanto ter as vacinas em dia, é importante que elas sejam de boa qualidade, as chamadas éticas/importadas.

A forma mais comum de um pet contrair virose é por meio do contato direto com outros animais que estejam contaminados pelo vírus. Estar em contato com secreções eliminadas por esses animais como vômitos, urina, fezes, secreções orais, nasais ou oculares também são formas de contrair o vírus. De acordo com Wagner, o contato com essas secreções geralmente ocorrem em acesso a rua, quando vão passear ou quando um membro da casa onde o animal mora entra em contato com uma dessas secreções sem perceber, tanto com o pneu de seu carro ou com seus calçados, por exemplo e assim acaba levando o vírus para o casa.

Wagner destaca que cada virose pode ter um sintoma diferente. Por exemplo: a parvovirose desenvolve uma gastroenterite aguda e bem significante com vômitos e diarreia acompanhada de sangue. Já a cinomose possui várias fases. Os sintomas variam de acordo com o sistema acometido, sendo o mais comum, a secreção purulenta (pus) nos olhos. Além disso, os animais ainda podem apresentar sintomas de pneumonia, problemas de pele específicos, vômito e/ou diarreia e tremores musculares e/ou convulsões quando a doença já está em estágio avançado.

         Cinomose

A cinomose é um vírus que acomete cães de qualquer idade. Não é vírus transmissível para humanos, portanto não é uma zoonose, sendo essa, a virose mais grave que acomete os cães, podendo ocasionar vários sintomas em diferentes órgãos e sistemas como citado anteriormente.      Quando um animal é diagnosticado com cinomose, é necessário tratar os sintomas que ele vai apresentando durante o ciclo da doença (pneumonia, convulsão, conjuntivite etc…). Além disso, Wagner destaca que suplementos podem ajudar a melhorar sua imunidade, minimizando a replicação do vírus no organismo.

Parvovirose

A parvovirose é um vírus que atinge cães, e raramente gatos. Assim como a cinomose, não é considerada uma zoonose, portanto não passa para humanos. Essa doença atinge geralmente cães de até um ano de idade, na fase adulta a doença é rara, pois o organismo acaba criando uma imunidade natural. A melhor prevenção para a parvovirose é a vacinação correta do seu pet com uma vacina de qualidade. Os sintomas são: vômitos frequentes, diarreias com sangue, anorexia e apatia. A parvovirose leva a um quadro de desidratação acentuada devido aos sintomas, podendo levar o animal a óbito em poucos dias caso não entrar com tratamento agressivo e eficaz.

Tratamento

         O tratamento em si é feito para aliviar os sintomas apresentados e evitar uma desidratação severa e, posteriormente, uma infecção generalizada, causada pela baixa imunidade que o vírus desenvolve no organismo do animal. Nos casos de parvovirose, um tratamento de suporte com fluidoterapia agressiva e o uso de antibióticos corretos, aumentam as chances de sucesso, quando o diagnóstico for precoce. Ao contrário da parvovirose, o que observamos na cinomose são casos de alta mortalidade por conta da agressividade do vírus. Mesmo assim, Wagner destaca que a precocidade no diagnóstico e inicio do tratamento são fatores que influenciam muito no sucesso.

A melhor dica é sempre estar de olho na carteirinha de vacinação. Por fim, o médico veterinário destaca que essas viroses são doenças preventivas, então fazendo o protocolo vacinal como o seu veterinário indicar e fazendo vacinas de boa qualidade você pode ficar tranquilo que a chance do seu animal pegar uma dessas viroses é mínima. “Claro que a vacina não imuniza com garantia de 100%, mas esta muito perto disso”, finalizou Wagner.

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