Motoristas levam carro para benzer e pedem proteção de São Cristóvão

Às 08h30 deste penúltimo domingo de julho, 22, o carro do Corpo de Bombeiros com a imagem de São Cristóvão começou a deslocar-se da igreja São Pedro para o bairro que leva o nome do Santo, puxando extensa fila de conduções que foi além do meio-dia. Um pouco antes das dez horas, o carro chegou a seu destino e a imagem do padroeiro da Paróquia do Bairro e dos motoristas foi conduzida em procissão solene até perto do altar campal para a missa da festa, presidida pelo Pároco Pe. Anderson Faenello, acompanhado pelo Diácono permanente Jacir Lichinski. Durante a homilia, as estridentes e potentes businas de caminhões fizeram Pe. Anderson perguntar aos participantes da celebração se estavam ouvindo o que ele dizia. Com resposta positiva, ele continuou sua clara e objetiva reflexão.

Desde cedo, no Posto Nonemacher e Construtora Viero, bem como em frente à igreja São Cristóvão, diáconos e padres continuavam abençoando motoristas, motos, carros de passeio, utilitários, caminhões e outras conduções de toda a cidade e mesmo de outras em trânsito por Erechim. No sábado à tarde a bênção foi realizada em diversos postos da cidade.

No salão paroquial, voluntários atendiam com agilidade e atenção aos que procuravam churrasco, assados, pães, cucas, bolachas e outros alimentos para levar para o seu almoço dominical, colaborando com as festa da Paróquia.

Três exigências para quem, como São Cristóvão, deve ser portador de Cristo

Em sua homilia na missa da festa de São Cristóvão, Pe. Anderson iniciou lembrando o lema da novena em sua preparação, “Com São Cristóvão, queremos ser sal e luz”, inspirado  no do Ano Nacional do Laicato. Fez referência ao Santo, lembrando que, pela tradição, carregou Jesus na travessia de um rio, mas que, certamente, foi Jesus quem o carregou na mais difícil travessia: cruzar a dor do martírio e alcançar a vida eterna. A partir das leituras da missa (de São Pedro exortando os cristãos à perseverança e do Evangelho em que Cristo previne seus discípulos sobre perseguições futuras), propôs três exigências para os seguidores de Jesus: rejeitar, como pede São Pedro, toda maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia e inveja e toda difamação. Aproximar-se de Cristo, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa diante de Deus. A devoção a São Cristóvão deve levar a profunda união com Cristo, carregando-o no coração por toda a vida. Perseverar: Não basta ter rejeitado o mal ontem,  é preciso rejeitá-lo e sempre. Não se pode ser cristão de eventos. Concluiu com exortação incisiva à prudência no trânsito, alertando de que não se morre uma segunda vez.

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