No dia mundial da água, Fórum Popular debate a privatização com a população

Integrantes do Fórum Popular em Defesa da Água intensificam as mobilizações contra a privatização da água em Erechim, entrega de materiais informativos em escolas, fábricas, e em vias públicas fazem parte das atividades.

Dia 22 de março é o Dia Mundial da Água, que foi instituído pela ONU em 1992, e visa à conscientização da população sobre a necessidade de preservar a água, e nesta data simbólica integrantes do Fórum Popular em Defesa realizam um debate com a sociedade sobre os riscos da privatização da água e os prejuízos que o povo terá, caso realmente a água seja privatizada conforme pretende o governo de Erechim.

No mundo todo existe uma grande investida de grandes empresas que querem adquirir o controle da água, o objetivo é obter lucro, em Erechim, de acordo com os integrantes do Fórum, não é diferente. A intenção de privatizar atende apenas o anseio de grandes empresas que buscam resultados financeiros. Onde a água foi privatizada não deu certo, por este motivo em muitos lugares existe um movimento inverso, de reestatização.

O governo de Erechim, ainda em janeiro, após o edital de licitação de abastecimento de água ter sido suspenso pelo TCE devido a diversas irregularidades, recebeu uma proposta oficial da Corsan para um novo contrato, com base no plano municipal de saneamento do município, no entanto, o Fórum contatou integrantes da direção da Corsan que afirmaram que até o momento a prefeitura não deu retorno à proposta apresentada.

São vários os prejuízos que a população de Erechim vai ter que arcar, entre eles o pagamento de uma indenização milionária pelo patrimônio da Corsan existente no município, hoje o valor estimado é de mais de R$ 200 milhões. “Entendemos que o governo de Erechim segue com a intenção de privatizar, e  ainda não teve a capacidade de esclarer para a população de onde irá retirar os recursos necessários para pagar a indenização para a Corsan, será da saúde, educação, segurança? Temos a certeza que quem vai pagar a conta será o povo, isso nos preocupa”, afirma Sandra Weishaupt, integrante do Fórum.

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