Produtores acionam seguro agrícola para amenizar perdas nas lavouras no Alto Uruguai

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O déficit hídrico tem prejudicado as lavouras na região do Alto Uruguai, que está há mais de 40 dias sem ocorrência de precipitações. Além das culturas, a falta de chuva tem afetado as criações e os mananciais hídricos, de acordo com levantamento do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim.

Os produtores aguardam a chuva para semear as lavouras de soja, que deverão ocupar uma área de 235 mil hectares para a safra 2020/2021. Já as lavouras de milho, com área prevista de 46 mil hectares, estão com mais de 95% da área plantada, em fase de crescimento vegetativo, também estão prejudicadas pela falta de chuva, com registro de danos na cultura. O milho destinado à silagem também registra perdas.

A cultura do trigo, com 35 mil hectares semeados, está em fase de enchimento de grãos e maturação e 10% colhida. A cevada, com área cultivada de 9.600 hectares, já afetada pela geada, no período de formação do grão, pode ter a qualidade do grão reduzida, ainda de acordo com levantamento da Emater/RS-Ascar. Até o momento, foram registrados 165 solicitações de Proagros (seguro agrícola), sendo a maioria na cultura do trigo.

As pastagens perenes de verão estão com baixo desenvolvimento, tonando-se fibrosas em virtude da falta de umidade do solo. Quanto às pastagens anuais de verão, estão com baixa germinação. Em algumas áreas, ainda não foi possível a semeadura. Aquelas que germinaram não se desenvolvem e estão minguando. A situação causa preocupação entre os agricultores em relação a produção de forragem para os bovinos de leite durante o quarto trimestre de 2020. No entanto, na bovinocultura de corte e de leite, os rebanhos estão em boas condições sanitárias.

No sistema pastoril a produção diária das vacas leiteiras vem diminuindo devido à redução na quantidade e na qualidade das forrageiras. Os custos de produção estão altos, puxados pelos concentrados à base de milho e farelo de soja. A atividade segue com forte tendência de aumento na escala de produção, com vultosos investimentos em genética, nutrição e infraestrutura.

Na atividade apícola foram observadas algumas enxameações na região. Alguns produtores já estão realizando a primeira colheita do ano, com uma produtividade média de 18 quilos de mel por caixa. O clima seco e quente facilita o voo das abelhas em busca de néctar e mel. No entanto, o prolongado período sem chuva começa a afetar as floradas das plantas apícolas. A principal florada no momento é a floração da laranja. O mel está sendo comercializado entre R$ 8,00 no atacado e R$ 22,00 o quilo no varejo, o pólen com embalagem de 130 gramas é vendido a R$ 22,00 e a própolis com embalagem de 100 ml a R$ 25,00.

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