A coligação com o eleitor ‘comum’

Embora o MDB ainda não tenha definido oficialmente seu candidato a deputado federal para o pleito de outubro, o cheiro de vitória de Paulo Polis na disputa com Vanei Maffissoni (empresário de Marcelino Ramos) é presente.

Caso confirme o favoritismo, o ex-prefeito de Erechim entra na eleição com reais chances de obter uma cadeira em Brasília, recolocando o Alto Uruguai no cenário político nacional depois de 20 anos (o último representante local eleito foi Waldomiro Fioravante, PT, em 1998).

Polis tem o cheiro de povo e a ambição necessária para chegar lá.

Bem articulado e dono de um governo com boa aceitação, Polis – para garantir o mandato – terá, contudo, que alcançar com sua proposta de trabalho e comunicação o eleitor comum – senhor dos votos e da eleição.

Em 2018, a principal coligação de Paulo Polis deve ser com o cidadão, do campo e da cidade, e não com eventuais raposas políticas.

# O compromisso de destinar 100% das emendas parlamentares a que os deputados têm direito (algo em torno de R$ 17 milhões por ano) para os municípios do Norte Gaúcho deve ser um dos diferenciais de campanha de Polis na tentativa de transformar o pleito numa espécie de prévia para o voto distrital, que passará a valer em 2022.

Por Salus Loch

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