Chamar 192 amplia cobertura do Samu para 93% da população do RS

Buscando ampliar a cobertura do 192, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no interior do Estado, a Secretaria da Saúde (SES) capacitou mais de 100 profissionais socorristas nesta sexta-feira (16). São condutores de veículos, enfermeiros, técnicos, bombeiros voluntários e outros profissionais socorristas de pequenos municípios gaúchos que ainda não faziam parte da Rede Estadual das Urgências.

Trinta e sete dos 221 municípios sem cobertura do Samu já aderiram ao programa batizado de Chamar 192 (veja lista de cidades abaixo), ampliando para mais cerca de 200 mil habitantes a cobertura do telefone 192 e o serviço de atendimento pré-hospitalar de urgência. Com a adesão desses municípios, o atendimento por meio do telefone 192 chega a 93,36% da população do Rio Grande do Sul.

A expectativa do Estado é de, nos próximos meses, alcançar 100% da população gaúcha, com a adesão voluntária dos municípios. “As cidades que não possuem habitantes suficientes para justificar a implantação de uma base própria do Samu se viam por conta própria na questão da urgência e emergência pré-hospitalar, descolados do serviço de urgência do Estado”, explicou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

A partir de agora, as equipes que já faziam este serviço anteriormente no município, como as chamadas “ambulâncias brancas municipais” e bombeiros, passarão a receber todo o apoio de comunicação e logística da Central de Regulação Estadual, sem tirar autonomia da gestão municipal na contratação de profissionais. O projeto é uma parceria entre Governo do Estado e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS).

De acordo com a coordenadora estadual de enfermagem do Samu, Andréa Cristiane da Silva Pinheiro, o projeto não vai beneficiar apenas os cidadãos que moram nesses municípios, mas também a todos que passarem pela região. “Uma pessoa que está viajando, por exemplo, e presencia um acidente na estrada em alguma das cidades que antes não possuía cobertura Samu agora pode ligar para o 192 e será atendida. Ela saberá que vai receber socorro”, explica.

A secretária da Saúde, Arita Bergmann, saudou a equipe da Central Estadual de Regulação e disse que a iniciativa é fundamental para proteger e salvar a vida dos cidadãos gaúchos. “Este é um projeto inovador e pioneiro. Nenhum Estado brasileiro conseguiu atingir 100% da população abrangida pelo Samu”, ressaltou Elsade. “Saímos de uma situação de quase colapso do sistema no início de 2019 para o Estado que possui um dos melhores indicadores de urgência e emergência no Brasil.”

Antes do Chamar 192, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência abrangia uma população estimada de 10,3 milhões de habitantes, o que corresponde a 91,4% dos gaúchos. Ao aderirem ao projeto, os municípios deverão manter uma equipe com, no mínimo, um motorista e um técnico de enfermagem ou socorrista, e mantê-las por, pelo menos, 12 horas ao dia. Em contrapartida, a SES oferecerá regulação médica primária e secundária aos municípios, com orientação médica às equipes.

Novas turmas já estão agendadas para serem treinadas ainda este ano, e a estimativa é de que cerca de 500 profissionais, no total, recebam esse primeiro treinamento para compor as equipes socorristas no Estado. A capacitação abrange questões de logística e operacionalização do sistema de regulação, ética e biossegurança, e os tipos mais comuns de acidentes como afogamento, choque elétrico, quedas, engasgos e outros.

Veja quais municípios já aderiram ao Chamar 192:
Almirante Tamandaré do Sul
Alpestre
Alto Alegre
Amaral Ferrador
Ametista do Sul
Barracão
Boa Vista do Incra
Brochier
Cacique Doble
Caiçara
Campo Novo
Caseiros
Cerrito
Colorado
Fortaleza dos Valos
Igrejinha
Jari
Machadinho
Mato Castelhano
Monte Belo do Sul
Não-Me-Toque
Quinze de Novembro
Rolante
Sagrada Família
Saldanha Marinho
Santa Bárbara do Sul
Santo Antônio do Planalto
São José das Missões
São José do Ouro
Selbach
Tapera
Tio Hugo
Toropi
Ubiretama
Vicente Dutra
Victor Graeff
Vila Maria

Fonte: saude.rs.gov.br

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