Pili Hidráulicos: de oficina de macacos a empresa alta tecnologia

Giovani e Márcia

 

I

Na semana que passou estive fazendo uma visita à empresa Pili Hidráulicos e Industriais, onde fui recebido pelos irmãos e diretores Giovani e Márcia, que me contaram um pouco sobre a bela história da empresa que leva o nome de nossa cidade para todo o Brasil e Mercosul.

A jornada teve início em 1979, pelas mãos do seu Jorgeo Pili, que montou uma pequena oficina para consertar macacos de caminhões, num pequeno porão no bairro Aeroporto, onde também prestava serviços de borracharia e mecânica. Com o crescimento da empresa, seu Jorgeo precisou de uma pessoa de sua confiança para fazer gestão e convidou a filha Márcia, com apenas de 16 anos de idade, que se responsabilizaria por todo o controle interno e externo, enquanto o pai se dedicaria a buscar macacos em outras regiões para serem consertados em sua oficina, que com o tempo, começou também a produzir os equipamentos.

 

II

Com a expansão, a empresa precisou mudar e se instalou em sede própria, às margens da BR 153, onde hoje funciona o restaurante City Bons Amigos. Em 1985, o negócio foi novamente ampliado, com uma pequena loja de mangueiras hidráulicas e componentes. Em 2000 um cliente solicitou que a Pili fabricasse um tombador para descarregar caminhões em silos de cereais, mas como a empresa não tinha recursos, recusou a oferta, porém o cliente insistiu e se propôs a comprar todo o material necessário, assim a empresa fabricou seu primeiro tombador e a partir deste momento surgiu a Pili Industrial, que é responsável também pela construção do maior tombador do Brasil para descarregar caminhões de grande porte.

Com a construção da barragem de Itá, a empresa que estava executando as obras procurou a Pili Industrial para que a mesma construísse os hidráulicos para as comportas da barragem Com isso a empresa ganhou reconhecimento e hoje é uma das maiores do Sul do país na construção de tombadores.

Com o falecimento do seu Jorgeo Pili, quem assumiu definitivamente administração da empresa foram os dois filhos, Márcia e o Giovani. Além da indústria, a Pili continua consertando e vendendo macacos hidráulicos para todo o Brasil e já ampliou sua loja, que conta atualmente com a mais completa linha de máquinas e equipamentos para vários segmentos industriais e comerciais.

 

Burocracia impede crescimento

Em companhia da diretora da Pili Hidráulicos, Márcia Pili, eu e o Fábio visitamos a indústria onde são fabricados os tombadores e nos chamou atenção a falta de espaço no local. Com a chegada da safra de grãos, a empresa, que já está atuando em dois turnos para conseguir atender todos os pedidos dentro dos prazos, está enfrentando dificuldades para conseguir expandir. “Nós precisamos mais que triplicar nossa produção e para isso seria necessário um espaço de aproximadamente 20 mil metros quadrados, para atender a demanda dos pedidos”, destaca a diretora.

Hoje a Pili Industrial emprega 55 trabalhadores e parte da produção está sendo terceirizada fora de Erechim, devido a falta de espaço. Se a empresa tivesse espaço para produzir, poderia gerar mais de 150 novos empregos. “Para este ano já estamos com nossa carteira de pedidos lotada e se tivéssemos mais espaço poderíamos produzir muito mais e gerar mais empregos. Fizemos pedido de um terreno junto à prefeitura em 2010, mas por causa da burocracia de órgãos ambientais, continuamos esperando. Agora existe uma pequena esperança de que possamos ter nosso espaço no Distrito Industrial Norte”, diz Márcia.

Pois bem, se depender de superar a burocracia do setor público, com certeza a Pili vai ter que esperar mais um bom pouco.

“Apesar de todas as dificuldades, conseguimos crescer 15% no ano passado, esperamos para 2018 ter, no mínimo, o mesmo crescimento”, finaliza a otimista e pacienciosa empresária, Márcia Pili.

 

Por Egidio Lazzarotto

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