Processos rescisórios da Intecnial pautam nova audiência pública em Erechim

Na manhã desta quarta-feira (16), a conversa no programa Estúdio Boa Vista da Rádio Cultura foi com o Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Fábio Adamczuk, sobre a audiência pública dos processos rescisórios da empresa Intecnial de Erechim.

Entenda sobre os processos demissionais

Conforme Adamczuk, em 2016 ocorreram demissões coletivas. Houve processo de negociação, acordo com o sindicato e destes, três ainda não receberam todo o crédito que possuem. Em outubro de 2016, aproximadamente 190 trabalhadores foram desligados e, em janeiro de 2017 cerca de cinco pessoas. Já em abril de 2017, ocorreu um novo acordo coletivo demissional de 86 pessoas.

“A empresa inicialmente pagou e depois parou. Então, reunimos todos os trabalhadores em assembleia e decidiu-se entrar na justiça, ajuizar as ações devido à falta de pagamento. Na primeira instância do processo já tivemos a decisão e sentença, que condena a empresa a pagar as verbas rescisórias”, explicou Adamczuk. Tal processo acarretou também a responsabilização dos acionistas e conselho de administração da empresa, que hoje possuem bens bloqueados. Segundo o presidente, a justiça entendeu que também é responsabilidade das pessoas físicas os acordos coletivos não cumpridos.

Audiência em Porto Alegre

Em junho deste ano uma audiência foi realizada em Porto Alegre. “A empresa apresentou uma proposta que os trabalhadores entendem não ser coerente. Queriam jogar as verbas rescisórias para dentro da recuperação judicial, mas os trabalhadores não aceitaram. Não havendo consenso e entendimento, foi designada uma nova audiência”, destacou.

Audiência em Erechim

Em Erechim a audiência acontece nesta quinta-feira (17), às 10h, na Justiça do Trabalho. “Na segunda-feira realizamos uma reunião com os trabalhadores, sem saber qual a proposta que a empresa irá apresentar amanhã. Se a empresa peticionou no processo que tem essa possibilidade de negociação, já poderíamos ter chego num consenso, como nas primeiras conversações, mas não tivemos acesso ao processo. Já é de conhecimento da empresa e acionistas o que os trabalhadores pensam”, finalizou.

Por Carla Emanuele 

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