Fiscalização em feira itinerante instalada em Erechim

No sábado passado, 09 de junho, desembarcou em Erechim mais uma feira itinerante de vestuários, na Rua Eugênio Montemezzo, bairro Espírito Santo. Durante a manhã, quando os feirantes ainda montavam seus estandes, fiscais do Procon e da Secretaria de Desenvolvimento estiveram no local e não encontraram nenhuma irregularidade na documentação e nem algo que ferisse os direitos do consumidor. A única falha percebida pelo Procon foi em relação a não haver preço nas peças expostas nos cabides e prateleiras, algo que, segundo o responsável pelo local, seria resolvido até a abertura oficial que aconteceria à tarde. Em conversa com os fiscais, perguntei se esta regra dos preços expostos seria apenas para feiras itinerantes ou valeria para o comércio em geral da cidade, obtive como resposta que a regra é para todos, mas que infelizmente muitos ainda insistem em descumpri-la.

Particularmente, se passo em frente a uma loja e vejo que os produtos estão sem preços expostos, nem entro. Acredito que tal “estratégia” aconteça para atrair o cliente para dentro e depois tentar “empurrar” algum item. Em compras sou objetivo, prefiro ver valores e se este, juntamente com o produto ofertado me interessar, buscarei fazer negócio. Acredito que muitos consumidores pensam como eu, assim creio que estes estabelecimentos que insistem em descumprir a regra, talvez devessem repensar a estratagema, nem que fosse apenas por experiência.

E voltando à feira itinerante, é interessante constatar que mesmo sem propaganda, o movimento é intenso no local. A Rua Eugênio Montemezzo é longa e geralmente não sobram espaços para estacionar durante o horário de funcionamento da mesma.

Nos últimos anos, diversas feiras itinerantes que se instalaram em Erechim acabaram sendo fechadas pela fiscalização, algumas reabriram, outras não, mas o fato de que desta vez nada de irregular foi encontrado, mostra que, aparentemente, elas estão se adequando às leis do município. Em minha opinião, ganha o consumidor e serve de incentivo para que o comércio da cidade, que sim, deve ser valorizado, invista em atrativos para seus clientes.

Se uma feira itinerante, que permanece na cidade por uma ou duas semanas, já causa tantas reações, imagino o que acontecerá caso a Havan ou outra semelhante, se instale na cidade.

E falando em Havan, a loja que se instalaria em Passo Fundo estaria encontrando dificuldades para levar o projeto adiante devido à intervenção do Sindicato dos Comerciários, que com toda razão, saiu em defesa de seus filiados, devido a Havan querer trabalhar na maioria dos feriados e em todos os domingos. Supostamente, estariam acontecendo negociações e iria à votação proposta para que então, funcionários da loja recebessem salários diferenciados do restante do comércio. Caso exista tal proposta e seja aprovada, possivelmente empresários do setor podem acabar pressionados para equiparar a remuneração de seus funcionários. E aí nasce a pergunta: se a Havan se instalar em Erechim, resultará no mesmo tipo de negociação?

Por Alan Dias 

 

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