Transação penal de Polis é efetivada no caso do Leilão dos frigoríficos da Cotrel

Em 2016 os frigoríficos da Cooperativa Tritícola Erechim (Cotrel) foram encaminhados para leilão, devido a uma dívida da cooperativa com a Fazenda Pública Federal, e no segundo leilão realizado, representante de um grupo de investidores fez uma proposta pelas áreas. De acordo com o prefeito de Erechim na época, Paulo Alfredo Polis, “naquela situação, o cenário em Erechim era de um desemprego assustador, onde Comil e Intecnial haviam demitido inúmeros trabalhadores. Então procurei e perguntei ao possível investidor de Porto Alegre, que desejava adquirir os frigoríficos, qual era sua intenção. A resposta foi que não interessava ao município a destinação dos referidos bens”.

Polis então optou por declarar de utilidade pública as áreas a serem leiloadas. O fato teria afastado o suposto comprador e o Ministério Público Federal (MPF) abriu processo contra o ex-prefeito, devido a interferência do mesmo no caso dos frigoríficos.

“Recentemente Erechim passou por situação semelhante ao que estava acontecendo, onde a Indústria de Balas Boavistense foi adquirida pela empresa Florestal de Lajeado e, logo depois demitiu todos os funcionários e fechou as portas no município”, argumenta Polis.

Para ele “o gesto do município na época foi para encontrar outro caminho e preservar os três mil empregos diretos, 450 transportadores e 1,2 mil famílias integradas na produção de suínos e aves”. E de fato, isso aconteceu, pois a Aurora fez uma proposta extrajudicial, adquiriu os frigoríficos e manteve os empregos. “Não tivemos intenção de obstruir o leilão ou infringir a lei, mas garantir a manutenção dos empregos naquele momento desesperador”, finalizou Polis.

Nesta semana, após a apuração dos fatos, o MPF encaminhou ao ex-prefeito a proposta de transação penal número 505884-66.2017-4.04.711/RS, na qual ele precisará fazer o pagamento de seis salários mínimos atuais, o que já aconteceu, segundo Polis.

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